The Indigenous area Raposa Serra do Sol has about 1.8 million hectares. There are about 15 thousand indians from different ethnics: Macuxi, Taurepang, Wapixana and Ingarikó. It is located in the north part of Brazil, next to the border with Venezuela and Guyana. The demarcated area excludes the Uiramutã town (2.7 thousand hectares, or 0.16% of the total area), it also excludes sixth Special Frontier peloton, the routes of energy transmission and some state and federal highways that pass by indigenous land. The indigenous area preserves the military areas, in order to ensure the continued presence of the government, ensuring the performance of the Army, Navy, Air Force and the Federal Police. The situation became public, including international repercussion. ONU e OEA want the Brazilian government allows the indian tribes live in that area. The Indians were threatening to expel non-indigenous people if the government does not give an answer to their requeriments. In Roraima, the Raposa Serra do Sol area is linked to San Marcos Reservation. In Roraima, there are 44 thousand indians, in 32 areas which occupy 46% of Roraima. Brazil currently has got about 600 indigenous areas. There, there are 227 indian tribes ( around 480 thousand people). The land represent s13% of the national territory, or 109.6 million hectares. Most of this area - 108 million hectares - is called the AMAZÔNIA LEGAL (Legal Amazon), which includes the states: Tocantins, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, Amazonas and Acre. Almost 27% of Amazon territory is occupied by indigenous lands.
 A Reserva Indígena Raposa Serra do Sol tem cerca de 1,8 milhão de hectares e abriga cerca de 15 mil índios das etnias Macuxi, Taurepang, Wapixana e Ingarikó. Fica no extremo norte do território nacional, perto da fronteira com a Venezuela e a Guiana. A área demarcada exclui a sede do município de Uiramutã (2,7 mil hectares, ou 0,16% da área total), do 6º pelotão Especial de Fronteira, as linhas de transmissão de energia e os leitos das rodovias estaduais e federais que passam pela terra indígena. Preserva as áreas militares, para garantir a manutenção da presença do Estado, assegurando a atuação das Forças Armadas, além da Polícia Federal. O caso ganhou repercussão internacional. Organismos da ONU e da OEA cobraram do governo a liberação da área para os indígenas. Na semana passada, a Advocacia Geral da União também fez cobranças. E os índios vinham ameaçando expulsar por conta própria os não-indígenas se o governo não tomasse a iniciativa até o fim de março. Em Roraima, a Raposa Serra do Sol já está ligada à Reserva São Marcos. O Estado tem uma população indígena de 44 mil pessoas, em 32 reservas que ocupam 46% do território estadual. O Brasil tem atualmente cerca de 600 terras indígenas, que abrigam 227 povos, com um total de aproximadamente 480 mil pessoas. Essas terras representam 13% do território nacional, ou 109,6 milhões de hectares. A maior parte das áreas indígenas - 108 milhões de hectares - está na chamada Amazônia Legal, que abrange os Estados de Tocantins, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, Acre e Amazonas. Quase 27% do território amazônico hoje é ocupado por terras indígenas.
  A Reserva Raposa Serra do Sol foi demarcada no governo Fernando Henrique Cardoso em 1998. Em 15 de abril de 2005, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto de homologação, última fase no processo de delimitação da reserva. A partir de então, começou uma negociação para a retirada dos não-índios da área, onde vivem cerca de 18 mil indígenas. A demarcação em área contínua nunca foi bem recebida em Roraima, estado que já cedeu boa parte de seu território a uma reserva dos ianomâmis. A demarcação em área contínua também enfrenta a oposição dos militares. Em 2007, a Polícia Federal preparava uma ação para retirar os invasores e pediu apoio aos militares, que não ajudaram e vazaram a operação a políticos de Roraima. Um grupo de arrozeiros ocupa a reserva desde os anos 80. Eles se recusam a sair, mesmo com indenizações oferecidas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Aliados a índios contrários à demarcação em área contínua de 1,6 milhão de hectares, os rizicultores se armaram. Os índios contrários à demarcação contínua são ligados à Sociedade de Defesa dos Indígenas Unidos do Norte de Roraima (Sodiur). Os pró-demarcação contínua são vinculados ao Conselho Indigenista de Roraima (CIR), ligado à Igreja Católica. O principal opositor da demarcação é o presidente da Associação dos Arrozeiros de Roraima, Paulo César Quartiero, responsável pelas ações de resistência à operação preparada pela Polícia Federal. Na última semana, a ação da PF foi suspensa provisoriamente por uma ação do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros entenderam que a operação pode criar um ambiente de violência. O pedido de suspensão foi feito pelo governador de Roraima, José Anchieta, do PSDB.
Edited by GabrielPina (04/23/08 07:15 PM)
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