GabrielPina
(Explorador Mestre)
04/28/08 09:11 PM
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Isabella Nardoni

Morte da menina Isabella Oliveira Nardoni

No final da noite de 29 de março, a menina Isabella Oliveira Nardoni, 5, foi encontrada caída no jardim do prédio em que o pai mora, na zona norte de São Paulo. Ela estava em parada cardiorrespiratória. O Corpo de Bombeiros foi acionado e tentou reanimar a menina por 34 minutos, sem sucesso.
O pai de Isabella, Alexandre Nardoni, 29, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24, foram levados ao 9º DP (Carandiru) para prestar depoimento, logo após a constatação da morte da garota. Isabella vivia com a mãe, porém visitava o pai a cada 15 dias.
Em depoimento, o pai afirmou que, naquela noite, chegou ao edifício de carro, com a mulher e os três filhos dormindo. Ele disse que levou Isabella para o apartamento, colocou a menina na cama e a deixou dormindo, com o abajur ligado, para voltar à garagem e ajudar a mulher a subir com os dois filhos do casal.
Conforme a versão de Nardoni, quando ele voltou ao apartamento, percebeu que a luz do quarto ao lado do de Isabella, onde dormiam os irmãos dela, estava acesa; que a grade de proteção da janela tinha um buraco; e que a menina havia desaparecido. Em seguida, ele disse ter percebido que o corpo da menina estava no jardim.
Naquela ocasião, Nardoni disse suspeitar que a filha tivesse sido atirada do sexto andar do prédio por algum desafeto seu. Um pedreiro, com quem o pai de Isabella havia discutido cerca de um mês antes sobre a instalação de uma antena de TV, chegou a ser ouvido, mas o envolvimento dele no caso foi descartado.
Peritos do IML (Instituto Médico Legal), ao analisarem o corpo da menina, acharam lesões incompatíveis com a queda. Surgiram, então, suspeitas de que Isabella tivesse sido agredida antes de cair da janela ou mesmo que ela não tivesse caído, mas sido deixada no jardim, depois de espancada.
Nenhuma das duas hipóteses será confirmada enquanto o laudo conclusivo da necropsia não for divulgado.
Prisão
O delegado Calixto Calil Filho, do 9º DP, responsável pela investigação, ouviu mais de dez pessoas antes de pedir que a mãe de Isabella, Ana Carolina Cunha de Oliveira, 23, prestasse depoimento. Oliveira chegou ao 9º DP por volta das 10h30 do dia 2 de abril, e saiu por volta das 14h30. Poucas horas depois, o pedido de prisão temporária contra o pai e a madrasta da menina foi protocolado na Justiça de São Paulo.
O juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana, decretou a prisão dos dois, por 30 dias. Decretou também sigilo sobre as investigações. Os motivos da prisão, portanto, não puderam ser divulgados.

RECONSTITUIÇÃO


GabrielPina
(Explorador Mestre)
04/29/08 07:02 PM
Re: Isabella Nardoni

Um mês da morte de Isabella!

Com a igreja fechada para a entrada da imprensa, a família Oliveira lembrou a morte da menina Isabella Nardoni na Paróquia São Francisco Xavier, na Praça Tóquio, no Jardim Japão, Zona Norte de São Paulo.
A missa começou por volta das 19h30 desta terça-feira (29). Amigos e parentes chegaram ao local por volta das 19h. Os fiéis da comunidade tiveram acesso ao local, mas, depois do início da celebração, a grade na entrada do templo foi fechada. A missa, que teve a igreja com cerca de 400 lugares ocupados, terminou por volta das 21h. Participaram da celebração os avôs, a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, e dois tios da menina.
A saída da igreja, a família evitou comentar qualquer assunto relacionado à investigação ou falar sobre os primeiros 30 dias após a perda de Isabella. O único a falar rapidamente com a imprensa foi João Arcanjo de Oliveira, o pai de Ana Carolina Oliveira. "É muito difícil, depois a minha filha vai falar com vocês", disse, emocionado.


Noisette
(Master Guide)
04/30/08 12:12 AM
Re: Isabella Nardoni

What a dreadful story Gabriel.

Homage to Isabella:


Quote:

Tens of thousands of people are killed each year in Brazil, but the murder of a five-year-old girl has transfixed the nation and the media in a way comparable to the Madeleine McCann case in Britain.

Journalists and experts say the death of Isabella Nardoni, who was strangled then thrown from her father's sixth-floor apartment in Sao Paulo on March 29, was shocking not just for its brutality, but also because of her social class.

Unlike most of the 45 000 people murdered every year in Brazil, Isabella came from a comfortable middle-class family, not from the city slums, or favelas, where violence is rife.

Front pages and news bulletins have been dominated by the murder and the investigation, with some television outlets giving it a treatment reminiscent of a murder mystery.

On Friday, hundreds of reporters and photographers, and several news vans and helicopters, turned out to watch Isabella's father, Alexandre Nardoni, and her stepmother, Anna Carolina Jatoba, escorted by elite officers to a police station.

Nardoni, 29, and Jatoba, 24, have been charged with Isabella's murder.

The two - who met while studying law at university - insist they had nothing to do with the murder, with Nardoni claiming an intruder must have killed his daughter while he was in the basement garage with his wife.

But evidence painstakingly compiled by police showed nobody forced their way into Isabella's room, whose wire safety screen across the window had been cut.

Microscopic particles of Isabella's blood was also found on recently-cleaned cloth in Nardoni's apartment, and neighbors reported hearing the girl crying out the night of her murder.



Full story

Reconstruction with a doll:

Image source


GabrielPina
(Explorador Mestre)
04/30/08 06:48 PM
Re: Isabella Nardoni

Polícia pede prisão preventiva de pai e madrasta.

O casal Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá e Alexandre Nardoni, madrasta e pai da menina Isabella, morta em SP no dia 29 de março.

O promotor Francisco Cembranelli disse nesta quarta-feira (30) que a polícia civil enviou, junto com o inquérito sobre o caso Isabella, um pedido de prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e da madrasta da garota. Cembranelli afirmou que vai analisar o pedido durante o fim de semana e deve manifestar-se sobre o assunto na terça-feira (6).
O promotor Cembranelli deixou claro que a partir de agora o caso está exclusivamente nas mãos do Ministério Público, que pode manifestar-se livremente a respeito do assunto, sem ter de ater-se às conclusões da polícia. "Eu vou fazer a descrição que eu considero correta para esse caso. Não estou preso a nada. Vou fazer a minha descrição de acordo com o meu convencimento e com o que a lei me autoriza a fazer. O delegado pode fazer lá uma qualificação por motivo torpe, fútil, e eu não necessariamente preciso seguir isso."
Cembranelli disse que em tese o pedido de prisão preventiva deve atender os seguintes fundamentos legais: indício de autoria e prova de materialidade do crime. "Isso é o básico", afirmou. Além destes dois itens, de acordo com ele, é preciso que haja mais um dos três requisitos: conveniência da instrução criminal, garantia da ordem pública e garantia de aplicação da lei penal.
Nesta manhã, o escrivão e o investigador de polícia encarregados de entregar o inquérito do caso Isabella chegaram por volta das 10h20 ao Fórum Regional de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Os agentes não falaram com a imprensa.
O documento que contém o detalhamento das ações da polícia no caso nos últimos 30 dias servirá como base para que Cembranelli ofereça ou não denúncia contra Alexandre Nardoni.
Fonte:G1, em São Paulo


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/01/08 05:32 PM
Re: Isabella Nardoni

Conclusão do inquérito do caso Isabella.

A polícia de São Paulo se baseou em laudos da perícia, no depoimento de testemunhas e em deduções para escrever o relatório final do inquérito sobre a morte de Isabella Nardoni. O relatório final da polícia é assinado pela delegada Renata Helena da Silva Pontes, que comandou as investigações. O documento tem 43 páginas e faz parte do inquérito que foi entregue à Justiça na quarta feira (30).
A delegada é categórica ao dizer que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá mantiveram a mentira de forma dissimulada, desprezando o bom senso de todos, para permanecer impunes. O relatório mostra a versão da polícia para o crime e, segundo a delegada, levou em conta laudo do Instituto de criminalística, lesões observadas na vítima e depoimentos de testemunhas.
A primeira conclusão é que as agressões começaram no carro da família: segundo o relatório, Anna Carolina Jatobá feriu Isabella na testa, com um instrumento nao identificado. A madrasta segurava esse instrumento com a mão esquerda, virou-se para trás e alcançou o rosto da menina.
A delegada diz que houve sangramento, gotejando sangue no assoalho, atrás do banco do motorista, na lateral esquerda do carrinho do bebê e um esfregaço, uma espécie de borrão, de sangue na parte posterior do banco do motorista. Não foi feito exame de DNA no sangue, porque a quantidade era pequena. Para a defesa, isso impediria a polícia de afirmar que o sangue é de Isabella.
Segundo o relatório, o sangue observado na lateral esquerda da cadeirinha do bebê tem o perfil genético de Isabella. Segundo peritos consultados pelo Jornal Nacional, todos os membros de uma família tem o mesmo perfil genético, ou seja, o exame realizado não foi conclusivo.
Depois da chegada à garagem do Edifício London, segundo a delegada, todos subiram juntos ao apartamento. Isabella estava no colo do pai. Alexandre a jogou no chão, diz o relatório, perto do sofá. Nesse local, observou-se maior concentração de sangue, não visível a olho nu, mas identificado graças a reagentes químicos.
Em outro trecho, a delegada diz que Isabella sofreu duas fraturas devido a um forte impacto, como ter sido atirada no chão. O sangue foi limpo e, ao que tudo indica segundo a delegada, com uma fralda de criança.
Na noite dia do crime, a polícia encontrou uma fralda dentro de um balde. Era a única peça já lavada, no meio de outras que estavam no cesto e no chão, sujas. Segundo laudo do Instituto de Criminalística, reagentes químidos identificaram a presença de sangue na fralda.

'Pára pai'

Para a delegada, o pescoço de Isabella foi apertado por tempo considerável e de maneira forte, a ponto de a menina sofrer asfixia. O relatório final sobre o caso menciona o fato de duas pessoas terem ouvido gritos de criança chamando o pai, pouco antes da queda de Isabella.
A delegada afirma: por causa das lesões, Isabella não podia gritar. Portanto, a voz era do irmão de Isabellla, de três anos, que queria que o pai intercedesse, no momento em que a menina estava sendo asfixiada. E completa: sendo assim, se deduz que a pessoa que apertou fortemente o pescoço da vitima foi Anna Carolina Jatobá.
Renata Pontes não indica o motivo do crime, mas afirma no relatório que há provas robustas de ter sido Alexandre Nardoni quem jogou Isabella pela janela. As principais são as marcas da rede na camiseta de Alexandre e as marcas do chinelo que ele usava que ficaram num lençol.
A delegada também diz ter ficado impressionada com a atitude de Alexandre na noite do crime que tentava convencer a todos de que havia um ladrão no prédio e não demonstrava abatimento pela morte da filha.
Para a polícia, não há dúvidas do descontrole emocional do casal. Em vários depoimentos, há relatos de brigas, principalmente por causa do ciúme que a madrasta tinha de Alexandre e de Isabella. Uma vizinha da família Nardoni disse à policia que Anna Carolina disputava a atenção do marido. Chegava a tirar Isabella do colo do pai para ela própria se sentar no colo dele, mesmo com a menina chorando.

Pedido de prisão preventiva

No final do relatório, a delegada pede a prisão preventiva de Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni. Segundo a investigação, não haveria tempo suficiente para uma terceira pessoa ter cometido o crime. Além disso, as amostras de sangue encaminhadas para exame de DNA apontaram predominância de sangue de membros da família, não havendo vestígios de sangue de uma terceira pessoa. O relatório não esclarece se mais alguém, além de Isabella, se feriu no dia do crime.
No relatório, a delegada justifica o pedido de prisão: garantir a ordem pública, impedir a fuga dos indiciados e assegurar a aplicação da lei. Ela diz ainda que o crime é hediondo e classifica o ato como covarde, demonstrando a maldade e o desprezo à vida humana.
Fonte : O GLOBO


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/01/08 05:57 PM
Re: Isabella Nardoni


98% dos brasileiros conhecem caso Isabella, mostra pesquisa; índice é recorde !!!!

Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira mostra que 98,2% dos brasileiros têm conhecimento do assassinato da menina Isabella Nardoni, ocorrido em São Paulo no final de março. Apenas 1,2% dos entrevistados não ouviu falar na morte da menina, enquanto menos de 1% não respondeu.
O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse que o percentual de 98,2% é o maior já registrado na história da pesquisa quando os entrevistados são questionados sobre o conhecimento a respeito de um determinado assunto. "É o maior percentual já atingido nesse tipo de pergunta na história da pesquisa", afirmou.
Entre a maioria dos entrevistados que acompanha o caso, 71,8% consideram que a mídia tem acompanhado "adequadamente" os fatos relacionados à morte de Isabella, com "competência" na divulgação das informações. Outros 24,3% pensam o contrário, enquanto 3,9% dos ouvidos pela pesquisa não quiseram opinar.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 21 e 25 de abril em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas duas mil pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.



GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/02/08 10:29 PM
Re: Isabella Nardoni

estemunhas ajudam polícia a traçar perfis de pai e madrasta de Isabella!!!

Vizinha disse à polícia que sempre ouvia uma criança chorando no apartamento.
Avós maternos da garota contaram que nunca aprovaram relação da filha com Alexandre.
O relato de testemunhas foi o que orientou a polícia a descrever os perfis psicológicos do pai e da madrasta de Isabella. Às 23h49 de 29 de março, um vizinho ligou para a polícia, desesperado, sem saber direito o que tinha acontecido. O inquérito relata o pedido de ajuda: “Pelo amor de Deus, filha. Tem ladrão no prédio, jogaram uma criança lá de cima. Pelo amor de Deus”.
Um minuto depois, outra ligação para o Corpo de Bombeiros: “Uma criança caiu aqui, cara, do terceiro ou do quarto andar”. O inquérito reproduz várias ligações com pedidos de socorro. Nenhuma partiu do apartamento nem do celular de Alexandre Nardoni.
Os cinco volumes têm 64 depoimentos. Além do relato do vizinho que na noite do crime contou ter ouvido uma criança gritar "papai, papai, papai... Pára, pára", a polícia colheu um depoimento semelhante de uma moradora do prédio ao lado.
A vizinha, que tem visão para o apartamento dos Nardoni, disse à polícia que sempre ouvia uma criança chorando, à noite ou de madrugada, várias vezes. Um choro prolongado, provavelmente de criança que estava apanhando da mãe. Diversas vezes, chegou a ouvir a voz dessa criança, falando: "pára mãe, pára mãe".
Há exatamente um mês, em 2 de abril, prestaram depoimento os pais da madrasta de Isabella. Anna Lúcia Jatobá e Alexandre José Peixoto Jatobá declararam à polícia que Anna Carolina gostava muito de Isabella e que tratava os filhos com carinho.
Brigas
A avó materna conta que tomou conhecimento de algumas brigas do casal, a ponto de Anna Carolina ir para a casa da mãe até que os ânimos serenassem.
As brigas ocorriam por causa de eventuais ciúmes e também por causa do filho mais velho. Ela diz que entre Anna Carolina e o pai houve desavença no passado pelo fato de os dois terem temperamentos muito fortes. E que, por isso, Anna Carolina chegou a registrar dois boletins de ocorrência contra o pai.
O pai de Anna Carolina confirmou que em duas ocasiões teve desentendimentos com a filha, que resultaram em desrespeito à figura do pai, fato que não aceitou e reprimiu de forma calorosa.
Os avós maternos de Isabella, José Arcanjo e Rosa Maria de Oliveira, também falaram à polícia no mesmo dia. José Arcanjo diz que desde o início do relacionamento, ele e a esposa não aprovavam Alexandre, pois ele era uma pessoa que gostava de demonstrar que sua família seria poderosa e de muitas posses.
Rosa de Oliveira disse que, por conta disso, ela e o marido convenceram a filha a se separar. A avó materna conta que, seis anos atrás, Alexandre tinha sido vítima de uma tentativa de homicídio. O motivo seria, segundo ele, a compra de um carro de um indivíduo jurado de morte. Isso explicaria tiros efetuados na ocasião - história em que Rosa não acreditou.
José Arcanjo conta que, depois da separação, Alexandre e Ana passaram a ter muitas discussões. Depois que Isabella começou a estudar, viu Alexandre ameaçar a sogra de morte, sendo necessária a intervenção do pai de Alexandre, que o levou embora. Os fatos foram registrados numa delegacia
Um dos advogados do casal, Ricardo Martins, disse que em nenhum momento a defesa teve acesso ao relatório conclusivo da polícia. E considera frágeis as provas divulgadas até o momento. Na segunda-feira (5), os advogados vão tentar obter uma cópia do documento, no Fórum de Santana, Zona Norte de São Paulo.


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/03/08 12:11 PM
Re: Isabella Nardoni

Relatório contém equívocos contra pai e madrasta de Isabella
Fonte: Folha Online
03/05/2008 - 12h09

O relatório elaborado pela Polícia Civil de São Paulo a respeito do assassinato da menina Isabella Nardoni, 5, incluiu informações equivocadas e omitiu outras a fim de deixar mais contundentes as acusações contra o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, de acordo com reportagem de Rogério Pagnan publicada na da Folha de S.Paulo neste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal ou do UOL).
No relatório enviado à Justiça, a delegada Renata Pontes afirma que o coordenador em segurança Waldir Rodrigues de Souza, morador do prédio vizinho ao London, afirmou ter chegado em seu apartamento às 23h30 e, "em dado momento, sua mulher foi despertada por uma discussão de homem e mulher, vinda do prédio ao lado" --seriam os Nardoni.
"Na íntegra do depoimento de Souza, porém, é possível verificar que ele disse ter chegado às 21h30 ao apartamento. Ou seja, duas horas mais cedo", observa a reportagem.
"Esse equívoco da polícia não teria muita relevância, porém, não fossem os detalhes omitidos no relatório: a briga, segundo ele, ocorreu por volta 'das 23h', 'durou cerca de 15 minutos', e que ouviu uma mulher dizendo 'jogaram a Isabella do sexto andar' tendo 'visto claramente o horário no relógio que indicava 23h23'", conclui a Folha
Segundo o próprio relatório, o carro da família Nardoni, um Ford Ka, desligou seu motor na garagem do edifício London às 23h36m11. O depoimento foi um dos 20 citados pela Polícia Civil no relatório. Foram ouvidas, ao todo, 67 testemunhas.
Meninos
O Conselho Tutelar de Guarulhos (Grande São Paulo) (visitar na segunda-feira (5) os filhos mais novos de Nardoni e Jatobá, de 3 anos e 11 meses. Na quarta-feira (30), conselheiras foram ao apartamento da família Jatobá, onde o casal está hospedado desde o último dia 19, porém foram dispensadas pela família.
Para o advogado Ariel de Castro Alves, secretário-geral do Condepe (Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana), os meninos podem estar psicologicamente abalados pelo crime.
Justiça
O juiz Maurício Fossen e o promotor Francisco Cembranelli, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, analisam o relatório da Polícia Civil sobre a morte da menina neste feriado prolongado do Dia do Trabalho.
O promotor deve emitir pareceres sobre o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil e sobre a possibilidade de acusar formalmente os dois entre segunda e terça-feira. O juiz, então, decide sobre os dois pontos.
Prisão
No pedido de prisão preventiva, a Polícia Civil argumenta que existe a possibilidade de, solto, o casal alterar provas obtidas pela perícia --coagindo testemunhas, por exemplo-- ou fugir.
O advogado Rogério Neres de Sousa, um dos responsáveis pela defesa do casal, afirma que o casal está no "apartamento da família Jatobá [em Guarulhos] há vários dias", sem nem "pôr a cabeça na janela" e, por isso, jamais poderiam alterar quaisquer provas. Ele disse que outro argumento considerado pela Polícia Civil, o de ofensa à manutenção da ordem pública, ou seja, de que os dois causam tumulto "aconteceu, mas já passou".


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/03/08 08:20 PM
Re: Isabella Nardoni

Polícia usa testemunhas para mostrar que pai e madrasta de Isabella mentiram logo após o crime.

VEJA
Edição 2057
23 de abril de 2008

O inquérito que apura a morte de Isabella Nardoni, 5 anos, reúne cinco depoimentos de testemunhas que afirmam que o casal Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, disse ter tido o apartamento arrombado e que o pai de Isabella chegou até mesmo a dizer ter encontrado o bandido armado. Para a polícia, os depoimentos provam que Alexandre e Anna Carolina mentiram desde o primeiro instante da morte da menina para tentar se livrar da culpa. A delegada Renata Pontes, do 9º DP, afirma que os dois mentiram de forma dissimulada, desprezando o bom-senso, a vizinhos e policiais. Até terça-feira, o promotor Francisco Cembranelli deve denunciar o casal por homicídio e endossar o pedido de prisão preventiva feito pela polícia.
Além do porteiro do edifício London e do morador do 1º andar, Antônio Lúcio Teixeira, mais três testemunhas afirmam no inquérito que Alexandre Nardoni afirmou que um ladrão havia arrombado seu apartamento. Horas depois, na delegacia, acompanhado de advogado, ele contava a versão de que tinha trancado a porta do imóvel após ter deixado Isabella dormindo em sua cama.
Vários vizinhos ligaram para a polícia pedindo ajuda logo após a queda de Isabella, menos o casal.
Waldir Rodrigues de Souza, morador do edifício London; Luciana Ferrari, moradora do 4º andar do prédio ao lado, e Joyce Kolle Vergara Marques, moradora do Condomínio Torres de Santa Leocádia, disseram ter ouvido o pai de Isabella falar do suposto ladrão.
Waldir Rodrigues de Souza contou à polícia que Alexandre dizia que o bandido estava armado. Salientou que o pai de Isabella estava mais preocupado em dizer que havia bandido no prédio do que com a gravidade dos ferimentos sofridos pela filha. Foi a mesma impressão que teve a vizinha Luciana Ferrari. Ela confirmou à polícia que o pai de Isabella dizia ter dado de cara com o bandido armado.
Luciana estranhou o fato de que Anna Carolina Jatobá, criticando a segurança do prédio, afirmava que o criminoso tinha a chave de seu apartamento. "Se ele tem a chave, porque, então arrombar a porta?", como afirmava o marido dela.
Casal tentou levar zelador para a cena do crime
Além de ter atribuído a morte de Isabella a um suposto ladrão, o casal Nardoni tentou atribuir suspeitas ao zelador do edifício London e a um funcionário terceirizado do condomínio. Tentou ainda, sem sucesso, levar o porteiro do prédio para a cena do crime. No relatório, a delegada Renata Pontes afirma que Alexandre poderia levantar suspeitas contra o porteiro caso ele tivesse entrado no apartamento antes da chegada dos policiais. "O que não seriam capazes de insinuar ao ser revelado que o porteiro estivera dentro do apartamento deles?", indaga a delegada.
A suspeita da polícia é confirmada pelo depoimento de Antônio Lúcio Teixeira, morador do apartamento 12 do edifício London. Segundo ele, Alexandre falou para o porteiro Valdomiro ir até o apartamento verificar se tinha alguém lá dentro. O mesmo vizinho impediu Valdomiro de deixar seu posto.
Várias testemunhas viram Anna Carolina com o bebê Kauã, de 11 meses, no colo. Nenhuma delas, porém, disse ter visto Pietro, de 3 anos, no andar térreo. Em depoimento, Alexandre Nardoni disse que o menino mais velho desceu pelo elevador em seu colo, juntamente com a mulher, que carregava Kauã.
Em seu depoimento, o avô materno de Isabella, José Arcanjo de Oliveira, classificou Anna Carolina como desequilibrada e disse que Alexandre demonstrava frieza durante o resgate da filha.
Vizinha de Antonio Nardoni, pai de Alexandre, Benícia Bronzati Fernandes narrou que Anna Carolina disputava atenção de Alexandre com Isabella. Chegou tirar a menina do colo do pai para ocupá-lo.
Fonte:GLOBO ON LINE



GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/06/08 05:46 PM
Re: Isabella Nardoni

Pai sabia que Isabella estava viva ao arremessá-la, diz promotor.
Fonte:G1,06/05/2008 - 18h55 - Atualizado em 06/05/2008 - 21h22

O promotor Francisco Cembranelli denunciou nesta terça-feira (6) o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá por homicídio doloso triplamente qualificado (meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e para ocultar outro crime). Segundo ele, o casal sabia que Isabella estava com vida ao arremessá-la pela janela. "A intenção foi dar solução a um problema que já existia", disse ele.
Logo após apresentar a denúncia à Justiça, Cembranelli justificou a decisão em uma longa entrevista coletiva à imprensa na sede do Ministério Público de São Paulo, no Centro da capital. Confira a seguir os principais pontos da entrevista.

Crime

Segundo a denúncia, Anna Carolina Jatobá esganou Isabella e Alexandre Nardoni arremessou a criança do 6º andar. “Ambos mataram”, disse o promotor. Antes do crime, afirmou Cembranelli, houve uma “discussão acalorada” do casal motivada por ciúme de Anna Jatobá. Neste momento, a criança foi ferida por um objeto contundente na testa. Depois, a madrasta apertou o pescoço da vítima com as mãos. Cembranelli diz que, sabendo que a criança estava viva, Nardoni jogou Isabella pela janela, incentivado pela esposa.

Indícios

O promotor preferiu não apontar uma prova ou um indício específico que prove que o casal matou a criança. Defendeu apenas que há “indícios suficientes da autoria do crime”. “O acervo de provas é bastante rico, obtido por meio de uma criteriosa investigação, com mais de 60 testemunhas e laudos de qualidade”, afirmou ele.

Sangue e vômito

A denúncia não faz referência ao sangue encontrado no carro de Alexandre Nardoni tampouco a uma possível mancha de vômito na camiseta do pai da menina, fatos que não-conclusivos nos laudos periciais. Para o promotor, o sangue é de Isabella e isso será provado no curso da instrução do processo. “Há provas de que o sangue é de Isabella, e não é só o DNA. É sangue recente, peritos estão sendo chamados para esclarecer isso.”

Terceiro suspeito

O promotor descartou a existência de um terceiro suspeito com base no trabalho da perícia, testemunhos de moradores e do porteiro do prédio e na ação de 30 policiais militares que fizeram uma varredura no prédio e em suas redondezas e nada encontraram. Cembranelli acrescentou que o apartamento do casal não foi invadido.

Motivação

Francisco Cembranelli diz que a discussão entre Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, que teria antecedido a morte de Isabella, foi provocada pelo ciúme da madrasta. “No meio da discussão a menina foi agredida (o que provocou um ferimento leve).”


Cena do crime

Para o promotor, a cena do crime foi alterada pelo casal que também responderá por fraude processual. “Enquanto o indiciado Alexandre descia pelo elevador, sua esposa Anna Carolina permanecia no imóvel alterando o local do crime, como já havia feito pouco antes de a ofendida ser jogada, apagando marcas de sangue, mudando objetos de lugar e lavando peça de roupa.” Cembranelli ainda afirmou que alguém tentou apagar manchas de sangue no carro de Alexandre, captadas apenas com equipamentos da perícia.


Testemunhas

Dezesseis testemunhas foram arroladas na denúncia. Entre elas, a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, a avó da criança, Rosa Maria Cunha de Oliveira, a delegada Renata Pontes, peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal e um policial que esteve no local no dia do crime. O funcionário de um bar da Zona Norte em que a irmã de Alexandre estava na noite do crime e que teria ouvido uma frase comprometedora de Cristiane Nardoni – o que ela nega – também deve ser ouvido.

Júri e Condenação

“Se dependesse da minha vontade, antes do final do ano a sociedade já teria uma resposta”, disse o promotor quanto a um possível julgamento do casal. Entretanto, ele nota que, se a prisão preventiva não for decretada, a defesa deve entrar com recursos para postergar o julgamento. “Faço uma previsão sombria de que demorará muito tempo para julgá-los.” Caso o casal vá à júri e for condenado, a pena mínima para homicídio doloso qualificado é de 12 anos de prisão. Segundo o promotor, Nardoni poderia ter uma pena maior se for considerada a agravante de crime contra descendente. Cembranelli sustenta que, se o julgamento fosse na semana que vem, provaria a culpa e condenaria o casal .


Prisão preventiva

Francisco Cembranelli deu parecer favorável ao pedido de prisão preventiva feito pela polícia contra o casal. Para ele, a prisão do pai e da madrasta trará “tranqüilidade ao processo”. “Eu descrevo o mau comportamento do casal, alterando a cena do crime, o que mostra que eles não estão comprometidos com o esclarecimento da verdade.” O promotor prevê que, caso eles fiquem soltos, o processo pode se estender por cinco ou seis anos.


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/07/08 03:31 PM
Re: Isabella Nardoni

Juiz decreta prisão preventiva do pai e da madrasta de Isabella.


O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, decretou nesta quarta-feira (7) a prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pela morte da garota Isabella, de 5 anos. O pedido foi encaminhado pela Polícia Civil e teve da tarde de terça-feira (6) parecer favorável do promotor Francisco Cembranelli.
juiz também acatou integralmente a denúncia do Ministério Público contra o casal. Com isso, Alexandre e Anna Carolina passam a ser réus de processo judicial.
Até por volta das 18h20, Rogério Neres, um dos advogados do casal, não havia sido informado da decretação da prisão. O advogado disse, contudo, que, assim que tiver acesso à decisão, a defesa pretende entrar com pedido de habeas corpus para que Alexandre e Anna Carolina não fiquem presos. O procedimento deve ocorrer na sede do Tribunal de Justiça de São Paulo, na região central da capital.
Por volta das 18h, dois homens que seriam investigadores do 9º DP desceram de um carro de polícia que estacionou em frente ao prédio da família Jatobá, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e entraram no edifício. Eles não falaram com a imprensa. Às 18h40, havia oito carros de polícia na porta do prédio. O número de curiosos também aumenta a cada instante. No horário, já eram mais de cem pessoas próximas ao prédio.
De acordo com os advogados, o casal se apresentará voluntariamente à polícia. Se a 2ª instância do Tribunal de Justiça não conceder liberdade ao casal, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá podem ficar presos até o julgamento, caso a Justiça aceite a denúncia do Ministério Público.
A expectativa é que Alexandre Nardoni seja recolhido ao 13º Distrito de Polícia, na Casa Verde (Zona Norte), onde ficam custodiados detentos com curso superior, e que Anna Carolina Jatobá seja enviada à Penitenciária Feminina do Carandiru, na Zona Norte.

Pai e madrasta de Isabella chegam ao 9º DP para assinar termo de prisão.

O pai e a madrasta de Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, chegaram por volta das 23h desta quarta-feira (7) ao 9º Distrito Policial, no Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, para assinar o termo de cumprimento da prisão preventiva. A chegada do casal ao local foi tumultuada.
Alexandre e Anna Carolina foram presos preventivamente por determinação do juiz Mauricio Fossen, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Santana. A decisão atendeu ao pedido da Polícia Civil e ao parecer do Ministério Público Estadual.
Após assinar o documento, Anna Carolina e Alexandre serão levados ao Instituto Médico-Legal, onde serão submetidos a exames de corpo de delito. Depois do exame, Anna Carolina e Alexandre Nardoni serão encaminhados a unidades policiais onde ficarão presos. De acordo com o delegado Calixo Calil Filho, que presidiu o inquérito, Alexandre será encaminhado ao 13º Distrito Policial, na Casa Verde, Zona Norte.
Anna Carolina, que durante a prisão provisória ficou dez dias no 89º Distrito Policial do Morumbi, na Zona Sul será encaminhada para o 97° Distrito Policial, em Americanópolis, na Zona Sul.

Tumulto

Na saída do apartamento em Guarulhos, policiais militares contiveram a multidão estimada em mais de 800 pessoas que se aglomerou em frente ao prédio. Um grupo de policiais revistou na garagem os carros de moradores que saem do prédio para supostamente evitar que o casal fuja.



GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/08/08 09:28 PM
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Re: Isabella Nardoni

Madrasta de Isabella é transferida para penitenciária no interior de SP.

A madrasta de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá, foi transferida, na noite desta quinta-feira (8), da Penitenciária Feminina de Sant'Anna, na Zona Norte de São Paulo, para a Penitenciária Feminina de Tremembé, a 138 km da capital paulista.
A transferência de Anna Carolina pode ser considerada discreta se comparada a todo o esquema de segurança montado na noite da quarta-feira (7) durante a prisão do casal. Nesta noite, ela saiu em uma viatura policial aparentemente sem escolta para não chamar a atenção.
Ao longo desta quinta, as detentas da penitenciária na Zona Norte mostraram sinais de irritação com a presença de Anna Carolina. Elas escreveram na quadra da cadeia um recado para Isabella Nardoni em que faziam referência a madrasta. “Homenagem Isabella, presente Dia das Mães. Assassina maldita”, dizia o recado deixado pelas presas no chão.


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/09/08 07:22 PM
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Re: Isabella Nardoni


Pai visita Alexandre Nardoni em delegacia na zona norte de São Paulo

O pai e a irmã de Alexandre Nardoni chegaram ao 13º DP (Casa Verde), zona norte de São Paulo, pouco depois das 13h desta sexta-feira para visitá-lo. É a primeira visita que Alexandre recebe na carceragem desde que teve a prisão preventiva decretada, na última quarta-feira (7).
Apenas o pai, Antonio, pôde entrar na carceragem. Cristiane não conseguiu ver o irmão porque o horário de visitas de mulheres aos presos já havia terminado. As visitas ocorrem das 10h às 14 e, primeiro, entram as mulheres.
O pai e a madrasta de Isabella, 5, Anna Carolina Jatobá, são acusados pela morte da menina. Para o promotor Francisco Cembranelli, a criança foi asfixiada pela madrasta e jogada do sexto andar do edifício London pelo pai. O casal nega e atribui o crime a uma terceira pessoa, que teria invadido o apartamento em 29 de março.
Alexandre e Anna Carolina foram hostilizados pelos presos. O pai de Isabella, que chegou a ser colocado em uma cela com outros homens, voltou a ser isolado nesta sexta.

Após ser presa, Anna Carolina foi levada para a carceragem feminina do 97 DP (Americanópolis, zona sul). Ela passou a madrugada de quinta-feira sozinha e, pela manhã, foi transferida para a penitenciária feminina de São Paulo (zona norte), onde também ficou distante das outras presas. Houve protestos e, à noite, a madrasta da menina foi levada para a penitenciária de Tremembé (147 km de São Paulo). Na unidade também está Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais, em 2002.

Fonte:Folha-OnLine


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/11/08 07:48 PM
Re: Isabella Nardoni


Mãe de Isabella Nardoni fala pela primeira vez numa entrevista surpreendente e reveladora.

Ana Carolina de Oliveira deu à repórter Patrícia Poeta uma entrevista surpreendente e reveladora. Ela descreveu como era sua relação com o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, e com a mulher dele, Ana Carolina Jatobá. Comentou a entrevista que ambos deram ao Fantástico em 20 de abril. Será que Ana Carolina de Oliveira acreditou na sinceridade do casal?
A mãe de Isabella também narrou com todos os detalhes o momento em que encontrou a filha caída no jardim do Edifício London, pouco depois da menina ter sido jogada do sexto andar. Ela conta quais foram as últimas palavras que disse para a filha.
E revela suas suspeitas: será que ela acredita que o pai e a madrasta estão envolvidos no crime?
A mãe de Isabella relata também como foi o dia em que Alexandre Nardoni a ameaçou de morte. Diz que Anna Carolina Jatobá sentia ciúmes dela, e descreve como foi o encontro que as duas tiveram no cemitério, no dia do enterro de Isabella.
Mais ainda: Ana Carolina de Oliveira manifesta o que pensa sobre a prisão do casal, nesta quarta-feira. Revela qual é o papel que pretende desempenhar como testemunha da acusação no caso do assassinato da própria filha. E diz o que lhe passa pelo coração no primeiro dia das mães sem Isabella.
Ana Carolina de Oliveira nunca chegou a morar com Alexandre Nardoni. Eram namorados, e ela engravidou aos 17 anos. Quando Isabella era um bebê de apenas 11 meses, os dois se separaram.
Começou uma relação difícil entre Ana Carolina e Alexandre. Na noite de 29 de março passado, Isabella foi esganada e depois jogada do sexto andar do Edifício London, em São Paulo, e morreu. Esta semana, os dois suspeitos do crime, Alexandre Nardoni e a mulher dele, Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, viraram réus no processo do assassinato. E foram para a cadeia.
Ana Carolina de Oliveira decidiu que era hora de falar.
Na próxima terça-feira o desembargador Caio Canguçu de Almeida deve se manifestar sobre o pedido de habeas corpus para Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Se o pedido for aceito, o casal - que está preso desde quarta-feira - será libertado. Caso contrário, os advogados ainda podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça.

Fonte: Encontre essa reportagem em:
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1680676-4005,00.html


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/13/08 06:46 PM
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Re: Isabella Nardoni


Pai de Isabella é transferido do 13° DP.

Alexandre Nardoni foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Transferência ocorre depois de o desembargardor ter negado pedido de habeas corpus.
Alexandre Nardoni, pai da menina Isabella Nardoni, foi transferido por volta das 15h50 desta terça-feira (13). Ele estava detido desde quarta-feira (7) no 13° Distrito Policial, na Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo. A transferência foi solicitada pela própria polícia por questão de segurança.
Ele deixou o local em um carro do 9° Distrito Policial. Desde sexta-feira (9), Alexandre estava isolado em uma cela e não deixava o local nem para tomar banho de sol, segundo a polícia, porque não era aceito pelos outros presos. Na cela, ela tinha um aparelho de MP4 e livros. Entre eles, o Novo Testamento.

Decisão do desembargador

O desembargador Caio Canguçu de Almeida negou nesta terça-feira o pedido de habeas corpus da defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Ele reconheceu em seu despacho que existem indícios de autoria e provas da materialidade do crime contra o casal. “Vale dizer, pois, em face do caso concreto de que aqui se cuida, que a concessão de liminar, para o fim de restabelecer a liberdade dos pacientes presos preventivamente, por força de decisão judicial largamente fundamentada e que diz respeito a crime gravíssimo praticado com características extremamente chocantes e onde, após toda prova colhida, sobressai inequívoco reconhecimento de indícios de autoria e prova da materialidade da infração”, disse no despacho.
Ele avaliou que a concessão da liberdade ao casal só seria possível se ficasse evidenciada uma “intolerável injustiça” imposta aos acusados. O que, para Canguçu de Almeida, “não parece estar acontecendo”. Em seu despacho, o desembargador afirma que as circunstâncias indicam comprometimento do casal com “a autoria do inacreditável delito”.
O desembargador negou ainda o pedido de anulação do recebimento da denúncia, que fazia parte do mesmo documento. Canguçu diz que reconhece os motivos que levaram o juiz de primeira instância a decretar a prisão, como a possibilidade de o casal destruir provas ou colocar em risco a ordem pública.
Fonte: GLOBO.COM - Atualizado em 13/05/2008 - 19h32


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/16/08 09:45 PM
Re: Isabella Nardoni


STJ rejeita pedido de habeas corpus do casal Nardoni

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou na noite desta sexta-feira (16) o pedido de habeas corpus para Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, morta em 29 de março. O ministro do STJ Napoleão Nunes Maia Filho não viu "defeito" na decisão do desembargador Caio Canguçu de Almeida, que, na terça-feira (13), decidiu manter os dois na prisão.
Para Maia filho, a determinação do desembargador da 4ª Câmara Criminal expõe "com fundamento e lógica" a necessidade de tornar exceção "uma importantíssima conquista cultural (direito à liberdade), quando diante da situação em que outro valor, igualmente relevante, se ergue e se impõe como merecedor de prioridade", segundo nota no site do STJ.
A entrada com o pedido de habeas corpus no STJ foi feita na tarde desta sexta-feira (16) pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O casal está preso desde a amdrugada de 8 de maio. Nardoni está na enfermaria do Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na Grande São Paulo, e Anna Jatobá, na Penitenciária Feminina de Tremembé, no interior do estado.
FONTE:GLOBO.COM


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/17/08 10:43 PM
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Re: Isabella Nardoni


Pai de Isabella é transferido para presídio em Tremembé

Alexandre Nardoni foi transferido na noite de sexta-feira (16) do Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo, para a penitenciária 2 de Tremembé, a 138 km de São Paulo, segundo confirmou a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).
O pai de Isabella, que responderá a processo pela morte da criança, está na penitenciária José Augusto César Salgado, localizada na mesma cidade em que está presa a mulher dele, Anna Carolina Jatobá. A unidade em que se encontra o pai de Isabella acolhe presos com nível de escolaridade superior. Nardoni é graduado em direito.
Anna Jatobá está presa desde o dia 8 de maio na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé.
A transferência ocorreu às 23h de sexta-feira. Ele chegou ao presídio à 1h de sábado (17). Nardoni está sozinho em uma cela especial do pavilhão dois. Segundo a secretaria, ele continuará em regime de observação, que não será renovado em razão da mudança de unidade.
A penitenciária José Augusto César Salgado, conhecida como P2, é o principal destino de quem chega a Tremembé para acertar as contas com a Justiça. Além de Daniel e Cristian Cravinhos, condenados em julho de 2006 pela morte do casal Von Richthofen, e Mateus da Costa Meira (condenado por abrir fogo contra a platéia em um cinema de São Paulo e matar três pessoas), estão no local os dois homens acusados de seqüestrar, atear fogo e matar um casal e seu filho em Bragança Paulista, a 83 km da capital paulista.


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/23/08 03:22 PM
Re: Isabella Nardoni


O pai e a madrasta de Isabella serão ouvidos no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, no próximo dia 28, pelo juiz Mauricio Fossen, que decretou a prisão preventiva deles. De acordo com Neres, os dois vão alegar inocência diante do juiz. “Não há novidades, eles vão manter o que vinham dizendo”, afirmou.
Os advogados pretendem visitar Nardoni e Anna Carolina na prisão na próxima terça-feira (27). A madrasta de Isabella está presa na Penitenciária Feminina de Tremembé, a 138 km da capital. Anna Carolina permanece em regime de observação, isolada em uma cela. Já Nardoni está na P-II de Tremembé desde a madrugada de sábado (17).
Os advogados de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella Nardoni, irão passar o fim de semana estudando o processo que acusa o casal de ter matado a criança no dia 29 de março.


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/25/08 11:25 AM
Re: Isabella Nardoni


Avós de Isabella visitam Alexandre Nardoni em penitenciária.

Antônio Nardoni, avô paterno da menina Isabella, chegou à Penitenciária 2 de Tremembé, a 138 km de São Paulo, às 10h30 deste domingo (25). Esta foi a segunda visita feita pelo advogado ao filho Alexandre. Desta vez Antônio foi acompanhado da mulher, Aparecida Nardoni. Ela manteve o rosto coberto o tempo todo.
O casal levou duas malas com alimentos e produtos de limpeza e higiene pessoal para o filho. Na chegada, nenhum dos dois quis gravar entrevista. Durante a revista, parte das mercadorias, entre elas garrafas de água mineral, foi barrada por agentes penitenciários. O motivo alegado foi o excesso de produtos.
Na terça-feira (20), os advogados do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá estiveram em Tremembé para falar com os dois. Anna Jatobá está presa na Penitenciária Feminina da cidade.
Os advogados informaram ao casal que o legista George Sanguinetti aceitou o convite para analisar os laudos técnico e pericial sobre a morte de Isabella. Sanguinetti, que ficou conhecido após contestar o relatório do legista Badan Palhares no caso PC Farias, vai convidar uma junta médica da Universidade de São Paulo (USP) para trabalhar com ele na revisão dos laudos.
Além disso, a defesa foi orientar os clientes sobre o interrogatório da semana que vem. O pai e a madrasta de Isabella serão ouvidos no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, no próximo dia 28, pelo juiz Mauricio Fossen, que decretou a prisão preventiva deles.
Fonte:GLOBO.COM


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/26/08 08:14 PM
Re: Isabella Nardoni

Defesa pedirá liberdade do casal

Advogado Marco Pólo Levorin

Depois de ir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) tentar libertar Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, a defesa do casal deve requerer por meio de petição à 1ª instância do Tribunal de Justiça de São Paulo a revogação da prisão e a anulação do processo judicial, no qual o pai e a madrasta de Isabella são réus.
De acordo com o advogado Marco Polo Levorin, a nova estratégia será baseada nos pareceres do médico-legista George Sanguinetti e da perita criminal Delma Gama, que expuseram na tarde desta segunda-feira (26) em São Paulo a leitura que fizeram dos laudos.
Para o defensor, Sanguinetti deixou claro que Isabella não sofreu asfixia mecânica (esganadura), diferentemente do que aponta o laudo do Instituto Médico-Legal (IML). A denúncia, baseada no inquérito policial e nos laudos, aponta que a madrasta asfixiou e o pai arremessou Isabella pela janela. “Isso (a exposição dos especialistas contratados) muda substancialmente o processo. Tecnicamente o processo é nulo”, afirmou Levorin.
Ele acredita que a petição poderá ser encaminhada ao Fórum de Santana, na Zona Norte da capital, ainda nesta semana. O pedido está condicionado à conclusão dos pareceres do legista e da perita contratados pela família Nardoni, que também serão remetidos ao juiz Maurício Fossen.
Marco Polo Levorin afirmou que George Sanguinetti e Delma Gama poderão ser convocados para serem testemunhas de defesa do pai e da madrasta de Isabella.
Levorin afirmou que "a peça inicial (do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico-Legal) ficou fulminada". "Este parecer (de George Sanguinetti) é sólido, certo, bem fundamentado e isso vai ser levado em consideração", declarou o advogado advogado do casal.
Segundo ele, estas informações apresentadas pelos dois peritos vão ser levadas ao "conhecimento do poder judiciário". "Nós estamos tratando de prova pericial. Essas provas periciais ajudaram a formar uma opinião pública. Mas os peritos toruxeram informações fortes. Questionaram a metodologia, as informações e vários outros procedimentos", completou.
Com as falhas apontadas, Levorin acredita que a acusação aos seus clientes não foi bem fundamentada. "A imputação do presente caso indica que Anna teria esganado a Isabella, mas uma aula brilhante do professor (Sanguinetti) nos demonstrou a ausência de esganadura. Há de fato agora umsa situação que se reverte. É preciso se buscar esta verdade, que não foi buscada na peça inicial. Vamos requer a nulidade do processo", concluiu.

De cabeça para baixo
A perita criminal e advogada Delma Gama, que também foi contratada pela defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, afirmou em entrevista nesta segunda-feira que Isabella foi lançada de cabeça para baixo pela tela da janela.
Segundo ela, as marcas deixadas na sujeira da parede do edifício foram feitas por uma das pernas de Isabella, e não por uma das mãos. "Esse corpo não foi lançado como está aqui (apontando para um croqui que integra o laudo). Foi lançado de cabeça para baixo", disse. A justificativa seria a amplitude que atinge as pernas em relações aos esfregões na parede do prédio e um pingo de sangue no peitoril da janela.
De acordo com ela, o laudo não prova que a marca de sapato no lençol do quarto de onde Isabella foi arremessada é da sandália de Alexandre Nardoni. Delma Gama criticou o fato de a perícia não ter realizado um levantamento de digitais em todos os objetos da casa.
"No laudo, os peritos dizem que, ao chegarem no local, havia uma desordem caracterizando hábitos rotineiros do casal, que vivem no lixo. Como eles podem afirmar isso? Eles viviam com o casal? Eles tinham a obrigação de fazer o levantamento das impressões digitais nos objetos revirados no apartamento e colher o material biológico para análises comparativos", insistiu.
Delma Gama afirmou, categoricamente, que encontrou o modus operandi e a motivação do crime. "Só não posso dizer agora pois não terminei de estudar os laudos", ressaltou. Segundo ela, a tela foi cortada para jogar algum objeto que seria subtraído do apartamento, e não para jogar a menina. Para ela, o diâmetro da tela era pequeno demais para que o corpo de Isabella fosse lançado.
Segundo a perita, o laudo do Instituto de Criminalística "exprime juízo de valor, algo inconcebível". "O laudo que eu examinei é inconcluso. Na última página, há apenas algumas considerações. É uma agressão à criminalística", afirmou.

Sem marcas de esganadura
O médico-legista George Sanguinetti apresentou antes sua avaliação sobre os laudos periciais da morte da menina Isabella, em 29 de março. Ele foi contratado pelos advogados do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, para auxiliar na defesa.
Logo no início de sua apresentação, o legista deixou claro que Isabella não foi morta por asfixia, ao contrário do que afirma o laudo. "Não há asfixia mecânica por esganadura sem marcas externas. Não há como. Não houve esta violência", afirmou.
O principal motivo da morte, segundo ele, foi traumatismo craniano. “Ela tinha lesões terríveis que lhe tiraram a vida. Ela tinha lesões múltiplas de cérebro. Depois observem o encéfalo como ficou”, disse.
Para o especialista, houve precipitação por parte dos peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo na elaboração dos laudos. "Talvez a pressa, talvez a cobrança, talvez a pressão, não sei. O laudo é inservível, está incorreto. Esse trabalho que está aqui é nulo de direito, porque não tem valor probante. É medíocre. Laudos falhos não tem valor probante", disse, sobre a atuação dos legistas paulistas.
O médico-legista contestou o fato de o laudo do IML apresentar duas causas de morte (asfixia mecânica e politraumatismo). "Este laudo é nulo de direito. Ninguém pode ter duas mortes", completou.
Ele afirmou também, com base nos laudos, que não há lesões nas vias respiratórias superiores de Isabella que justifiquem as esganaduras e que não existe esganadura sem arranhões no pescoço. Sanguinetti explicou que o vômito foi provocado no momento em que ela foi entubada pela equipe de socorro médico que atendeu Isabella.
FONTE:GLOBO.COM


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/27/08 05:22 PM
Re: Isabella Nardoni

STJ nega habeas corpus a pai e madrasta de Isabella

Ministro Félix Fischer

Por unanimidade, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (27) o habeas corpus pedido pelo pai e pela madrasta da menina Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, para responder em liberdade ao processo. O tribunal julgou o mérito do pedido, ou seja, analisou a questão em definitivo.
Logo após a decisão, o advogado do casal, Marco Polo Levorin, disse que não pretende recorrer agora ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que, dependendo do resultado, pode entrar com um outro pedido no STJ. "Vamos aguardar o julgamento do mérito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo", afirmou.
Durante o julgamento, os outros quatro integrantes da Quinta Turma do STJ seguiram o voto do relator do pedido, Napoleão Nunes Maia Filho, que já negara liminar (decisão provisória) ao casal no dia 16 de maio.
A decisão foi técnica. O relator reafirmou ser contrário à liberdade do casal. Ele lembrou que, por entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na súmula 691, não caberia entrar com o habeas corpus no STJ contra decisão de um tribunal de instância inferior [o Tribunal de Justiça de São Paulo], que ainda não julgou a questão em definitivo, mas apenas negou uma liminar. “O meu voto é pelo não conhecimento [do pedido]”, disse durante o julgamento.
“Embora o caso tratado tenha tido ampla repercussão, tecnicamente ele é bem simples. Não há hipótese, nem de longe, de exceção à súmula do Supremo”, disse o ministro Félix Fischer.
O relator ressaltou que o tribunal não está formando um “juízo de culpabilidade”, mas verificando se os decretos de prisão do casal são sustentáveis do ponto de vista jurídico e não “monstrengos”. Para ele, não houve excesso na decisão da justiça que aceitou denúncia contra o casal, como alegado pela defesa. O ministro declarou que houve indícios suficientes para abrir processo contra eles.
Fonte:Globo.com


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/28/08 11:01 PM
Re: Isabella Nardoni


O pai e madrasta de Isabella prestaram depoimento no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, ao longo desta quarta-feira (28).

Pai de Isabella fala por duas horas e insiste em terceira pessoa
O pai e a madrasta da menina Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, depuseram nesta quarta-feira (28) pela primeira vez no processo em que eles respondem por homicídio triplamente qualificado. Os dois responderam todas as perguntas do juiz Maurício Fossen, insistiram na tese de que uma terceira pessoa cometeu o crime e se disseram vítimas da pressão da Polícia Civil.
Após Anna ser ouvida por aproximadamente 3h30, Alexandre falou por duas horas. Seu depoimento terminou às 19h54. A exemplo da mulher, Anna Carolina Jatobá, o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, tentou mais vez incriminar uma terceira pessoa. Ele mostrou-se inconformado com o fato de a polícia nunca ter investigado outras pessoas, citando o porteiro, o pedreiro e o zelador.
Ao ser questionado pelo juiz por que estas pessoas deveriam ser investigadas, Alexandre Nardoni disse que a chave do apartamento ficou por cerca de quatro meses na portaria do prédio. Ele acrescentou que chegou a ter uma discussão áspera com o pedreiro que realizou obras em seu apartamento e disse ainda que o porteiro não estava na portaria quando ele desceu do seu apartamento para tentar socorrer Isabella.
Antes disso, o pai de Isabella comentou sobre o seu relacionamento com Anna Carolina, confirmando que havia brigas, mas que estas "eram normais, como de todo casal". Ele afirmou também que Jatobá costumava elevar o tom de voz nas discussões, mas que ela nunca o havia ofendido. No entanto, momentos depois, se contradisse, afirmando já havia sido xingado pela mulher. Alexandre Nardoni disse ainda que o relacionamento da atual com a ex-mulher era bom, que elas conversavam normalmente.
Ele disse também que nunca deixou faltar nada para Isabella e que quando a mãe pedia algo ele depositava o dinheiro na conta dela. Além disso, sobre o primeiro valor estabelecido para a pensão, ele confirmou que não tinha condições de pagá-lo, mas que nunca deixou de fazê-lo, já que contava com a ajuda do pai, Antônio, para pagar as demais contas. E concluiu confirmando que os dois carros da família estão no nome do pai.
Também durante o depoimento, Nardoni atacou a conduta da Polícia Civil durante as investigações do assassinato da garota Isabella. Disse que foi "coagido" pelos policiais, que o culpavam pelo crime. Ele chegou a afirmar que o delegado Calixto Calil Filho, titular do 9º Distrito Policial, no Carandiru, o chamou de "psicopata frio" e teria ficado irritado, chutando a lata de lixo da sala da delegacia e batendo na mesa. O réu também atacou a delegada-assistente, Renata Pontes, afirmando que ela o chamou de "assassino". Anna Carolina disse que a delegada pressionou para que ela culpasse o marido pelo crime. Em nota, Renata Pontes negou as acusações.
Fonte:Globo.com


GabrielPina
(Explorador Mestre)
05/31/08 11:57 AM
Re: Isabella Nardoni



Presas são transferidas de Tremembé por suposta ameaça a Anna Jatobá

Duas presas da penitenciária feminina de Tremembé, a 138 km de São Paulo, onde a madrasta de Isabella cumpre prisão preventiva, foram transferidas na noite de quinta-feira (29) para um presídio de Campinas, a 95 km da capital.
A transferência teria ocorrido porque as mulheres teriam ameaçado de morte Anna Carolina Jatobá. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) não confirmou a transferência das presas nem se Anna Jatobá sofreu ameaças.
Entretanto, segundo uma fonte do sistema prisional ouvida pelo SPTV, logo depois de voltar do interrogatório à Justiça, na capital paulista, na noite de quarta-feira (28), a madrasta de Isabella foi ameaçada por elas.
A direção da penitenciária feminina de Campinas confirmou a transferência de duas detentas de Tremembé em caráter de urgência, mas não comentou a ligação da transferência com as supostas ameaças a Anna Jatobá.
Na segunda-feira (2), a defesa deve apresentar uma lista de testemunhas a serem ouvidas pela Justiça, além de contestar pontos da investigação e os laudos feitos pela perícia. A Justiça marcou para os dias 17 e 18 de junho os depoimentos das testemunhas de acusação.
Os pais do casal Alexandre Nardoni e Anna Jatobá são esperados em Tremembé neste fim de semana para visitar os filhos.


GabrielPina
(Explorador Mestre)
06/02/08 08:39 PM
Re: Isabella Nardoni

Madrasta de Isabella é transferida para cela com outras presas.

Anna Carolina Jatobá, madrasta da menina Isabella, 5, foi transferida da cela onde estava isolada, na penitenciária feminina de Tremembé (147 km de São Paulo), para uma carceragem com outras detentas. Anna e o marido, Alexandre Nardoni, pai de Isabella, são acusados pela morte da criança.
O casal está preso desde o dia 7 de maio passado, quando foi decretada a prisão preventiva de ambos. Anna Carolina foi encaminhada, na ocasião, para a penitenciária feminina de São Paulo (zona norte), mas foi para Tremembé após dois dias, após ser hostilizada pelas detentas da unidade da capital.
Segundo um dos advogados de defesa do casal, Rogério Neres de Sousa, a transferência de Anna Carolina estava prevista. O prazo legal para uma detenta permanecer separada de outras presas é de dez dias. Os advogados devem visitar Anna Carolina amanhã (3) ou quarta-feira (4). Eles não tem a informação do dia em que a madrasta foi transferida.
Mesmo sem a defesa ter visitado Anna Carolina, Sousa afirmou que a presa está bem. "A direção da penitenciária é experiente. Eles tem a Suzane von Richthofen por lá. Se ela foi transferida, é porque não há perigo", afirmou o advogado.
A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) não deu informações sobre a transferência com a alegação de que não fala sobre a rotina das detentas.

Testemunhas
Os advogados do casal Nardoni protocolaram nesta segunda-feira na Justiça a lista de testemunhas de defesa do pai e da madrasta de Isabella. São 32 nomes --16 para cada réu.
Cada um tem direito a oito testemunhas em cada crime --eles respondem por homicídio e fraude processual. Com isso, os advogados decidiram listar o máximo de testemunhas permitido.
Na quarta-feira (28) passada o casal prestou depoimento ao juiz Maurício Fossen, no fórum de Santana, e mantiveram a tese de inocência.
Fonte:FOLHA ON LINE


GabrielPina
(Explorador Mestre)
06/05/08 08:04 PM
Re: Isabella Nardoni

Defesa instrui casal Nardoni para depoimento de testemunhas



Os advogados de defesa do pai e da madrasta da menina Isabella Nardoni iniciaram esta semana as orientações ao casal para o acompanhamento das testemunhas de acusação no caso da morte da criança.


O depoimento delas foi marcado para os dias 17 e 18 de junho no 2º Tribunal do Júri, em São Paulo. A lista de indicações do Ministério Público tem 18 nomes.


A primeira visita de instrução ao casal ocorreu ontem, em Tremembé (SP). Os advogados Rogério Neres de Souza e Ricardo Martins estiveram na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, onde ficaram por cerca de uma hora e meia com Anna Carolina Jatobá. Posteriormente, os advogados foram até a P-2 (Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado) e conversaram com Alexandre Nardoni por cerca de duas horas e meia.


- Estivemos nas duas unidades para passar novas informações sobre o trabalho da defesa e falar sobre o depoimento das testemunhas de acusação. Eles estarão presentes nas próximas audiências - disse Souza.


Segundo o advogado, Alexandre e Anna Carolina também foram informados sobre a estratégia da defesa em esperar o julgamento do mérito do pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).


A sessão da Quarta Câmara Criminal está prevista para a próxima terça-feira, às 10h, no Fórum João Mendes Júnior, no centro da capital.



Acusação


Para as audiências dos dias 17 e 18, ao todo, foram relacionadas pelo Ministério Público 18 testemunhas, entre elas a delegada que conduziu o inquérito policial, Renata Helena Pontes, e três peritos da Polícia Científica de São Paulo.


Entre as testemunhas da acusação indicadas pelo promotor responsável pelo caso, Francisco Cembranelli, estão ainda a mãe de Isabella, Ana Carolina Cunha de Oliveira, e os avós maternos, Rosa Maria Cunha de Oliveira e José Arcanjo de Oliveira.


A lista conta também com um morador do primeiro andar do edifício onde a menina foi encontrada ferida, na zona norte da capital paulista.


Enquanto o casal sustenta que desceu junto ao jardim do prédio para ver o que aconteceu com Isabella, o morador afirma que Alexandre desceu primeiro e, minutos depois, a madrasta desceu com os dois filhos.


Um dos testemunhos prejudicado será o do tenente Fernando Neves Brás, que se suicidou após a descoberta do seu envolvimento com uma rede de pedofilia. Ele foi o primeiro a chegar à cena do crime e o responsável por coordenar a varredura nas imediações.


Defesa


A data do depoimento das testemunhas de defesa ainda não foi definida. Foi apresentada na última segunda-feira uma lista com 32 nomes, 16 para cada um dos acusados. Os advogados não divulgaram os nomes para evitar eventuais hostilidades contra as testemunhas.


Entre os indicados, devem constar na lista da defesa os nomes do professor de Medicina Legal alagoano George Sanguinetti e o da perita aposentada baiana Delma Gama. Sanguinetti e Delma foram contratados pela defesa para tentar "derrubar" o laudo da perícia sobre o caso. Os dois consideraram o documento elaborado pelos peritos como "medíocre e nulo de valor".

Fonte:JBonline


GabrielPina
(Explorador Mestre)
06/08/08 08:22 AM
Re: Isabella Nardoni

Na prisão há um mês, Alexandre Nardoni recebe visita dos pais

Neste domingo, a mulher dele, Anna Carolina Jatobá, também deve receber visita.
Casal está preso desde o dia 7 de maio, acusado da morte da menina Isabella.

Preso há um mês acusado de matar a própria filha, a menina Isabella, Alexandre Nardoni recebeu a visita dos pais neste sábado (7), na Penitenciária José Augusto César Salgado, em Tremembé, a 138 km de São Paulo. Neste domingo, a mulher dele, Anna Carolina Jatobá, que também responde pelo crime, deve receber neste domingo (8) a visita dos pais. Ela está detida na Penitenciária de Tremembé, mesmo local onde Suzane von Richthofen cumpre pena.
O pai e a mãe de Alexandre chegaram ao presídio às 10h30 de sábado. Desta vez, a mãe dele não se preocupou em esconder o rosto. O casal entrou com várias sacolas e passou cinco horas e meia na companhia do filho. Na saída, Antonio Nardoni, pai de Alexandre, disse que o filho está em uma cela com mais cinco detentos e espera que esse seja o último fim de semana em que precisa visitá-lo.
Na terça-feira (10), a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo tomará uma decisão definitiva sobre o pedido de habeas corpus feito pela defesa do casal. Quatro desembargadores vão julgar o mérito do pedido. Entre eles, o desembargador Caio Canguçu de Almeida, relator do caso. No dia 13 de maio, Canguçu já havia negado um outro pedido de liminar para libertar o casal. O pedido também foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no dia 16 de maio.
Antonio Nardoni, acredita que a decisão de teça-feira deve beneficiar Alexandre. Entre os argumentos, estão as conclusões do médico legista contratado pela defesa, George Sanguinetti. O legista defende que Isabella não foi esganada, diferente do que defende a Promotoria com base em laudos da polícia.
Fonte:Do G1, em São Paulo, com informações do VNews


GabrielPina
(Explorador Mestre)
06/10/08 08:41 PM
Re: Isabella Nardoni

Desembargadores mantêm prisão do casal Nardoni

Os três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiram nesta terça-feira (10) que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá devem continuar presos. Eles analisaram o mérito do pedido de habeas corpus feito pela defesa do pai e da madrasta de Isabella Nardoni, morta em 29 de março.
A turma julgadora foi composta pelos desembargadores Caio Eduardo Canguçu de Almeida (relator), Luís Soares de Mello Neto e Euvaldo Chaib Filho. Nos votos, os desembargadores alegaram que há indícios de autoria contra o casal. Eles também citaram o clamor público e sinais de que os dois alteraram o cenário do crime como justificativa para manter a prisão.
Os votos dos desembargadores seguiram praticamente a mesma linha. “Não tive contato com eles e não sabia do entendimento de cada um deles. Para a minha felicidade, coincidiu com o meu e isso me dá mais certeza de que foi uma decisão correta”, afirmou Canguçu de Almeida em entrevista logo depois da audiência realizada no Fórum João Mendes, no Centro.
FONTE: Do G1, em São Paulo (Globo.com)


GabrielPina
(Explorador Mestre)
06/17/08 07:51 PM
Re: Isabella Nardoni


Na sala de audiência, casal Nardoni lado a lado e algemado
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella, acompanham as oitivas das testemunhas de acusação, na tarde desta terça-feira (17), lado a lado e algemados.
Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), eles estão posicionados na cabeceira de uma mesa localizada diante do juiz Maurício Fossen, do 2o Tribunal do Júri da capital.
Caso alguma testemunha fique incomodada com a presença deles, pode pedir ao juiz que os dois sejam retirados da sala.
De um lado da mesa, estão posicionados os três advogados do casal: Marco Polo Levorin, Rogério Neres e Ricardo Martins. Do outro lado, estão a assistente de acusação, Cristina Christo, o promotor Francisco Cembranelli e um estenotipista. Os depoimentos ocorrem no Fórum de Santana, na Zona Norte da capital paulista.
O casal que chegou ao Fórum de Santana entre 10h e 10h30 e permaneceu na carceragem à espera da audiência. Eles ficaram em celas localizadas uma de frente à outra, separadas por um corredor. De acordo com assessores do Tribunal de Justiça, o pai e a madrasta conseguiram se ver, apesar de a visão ser dificultada por telas, mas não conversaram.
Depoimentos
O juiz Maurício Fossen começou a ouvir, às 14h, a primeira testemunha de acusação do processo que apura a morte da menina Isabella Nardoni. A primeira a ser ouvida é a perita do Instituto de Criminalística (IC) Rosângela Monteiro, convocada pela Promotoria.
Também falarão ao juiz nesta terça a delegada responsável pela investigação do crime, Renata Pontes, do 9º Distrito Policial (Carandiru), dois peritos do Instituto de Criminalística (IC) e um funcionário do Instituto Médico-Legal (IML).
Os nomes das testemunhas foram confirmados pela assessoria de imprensa do tribunal às 13h30. Os técnicos da perícia que serão ouvidos são Rosângela Monteiro e José Antonio de Morais. Já Paulo Sérgio Tieppo Alves representará o IML.
O pai e a madrasta da menina, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, estão presos desde o dia 7 de maio acusados do assassinato de Isabella, que morreu no dia 29 de março ao ser jogada do apartamento do seu pai, no sexto andar de um prédio, na Zona Norte de São Paulo.
No total, serão ouvidas oito testemunhas nesta terça e não dez como o TJSP havia divulgado anteriormente. No entanto, de acordo com assessores do tribunal, uma testemunha que mora em Franca, a 400 km de São Paulo, pode ser ouvida ainda nesta terça, porque estaria na capital.
Identidade protegida
Também serão ouvidos nesta terça-feira, três vizinhos do casal Nardoni. O tribunal não esclareceu se são vizinhos do edifício London, onde ocorreu o crime, ou do antigo prédio onde o casal morava. Na lista de testemunhas convocadas pela promotoria, uma pessoa teve a identidade protegida pela Justiça. Essa pessoa pode ser um taxista que diz ter prestado serviço à madrasta de Isabella, Anna Jatobá. Entretanto, a assessoria de imprensa do TJSP não confirma a informação.
A imprensa não poderá entrar na sala onde serão ouvidas as testemunhas. As informações sobre os depoimentos serão passadas por assessores de imprensa do TJSP.
Na quarta-feira (18), serão ouvidas outras pessoas, entre elas, a mãe da menina, Ana Carolina Oliveira, e a avó materna, Rosa Maria Cunha de Oliveira, totalizando 18 testemunhas de acusação.
Os três advogados de defesa Marco Polo Levorin, Ricardo Martins e Rogério Neres já formularam uma lista de perguntas para fazer a algumas testemunhas, mas não quiseram adiantar nenhuma delas.
A pergunta é apresentada ao juiz que decide se a repassa ou não às testemunhas. O promotor Francisco Cembranelli e a assistente de acusação Cristina Christo também podem questionar os convocados. As testemunhas de acusação foram arroladas pelo promotor.
A assessoria de imprensa do TJ confirmou que, às 14h30, todas as oito testemunhas convocadas para esta terça-feira já chegaram ao fórum e aguardam ser chamadas.
Réus
Anna Carolina foi a primeira a chegar ao fórum, por volta das 10h15 desta manhã. Nardoni chegou ao local às 10h40. A segurança dentro do fórum e nos arredores foi reforçada para os depoimentos. Segundo a Polícia Militar, há 50 policiais trabalhando no local.
No dia 10 de junho, os três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiram por unanimidade manter o casal preso. Eles analisaram o mérito do pedido de habeas corpus para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá respondessem a processo em liberdade.
Fonte:GLOBO.COM


GabrielPina
(Explorador Mestre)
06/18/08 04:09 PM
Re: Isabella Nardoni


Mãe de Isabella é ouvida por duas horas e responde a perguntas da defesa.

Ana Carolina de Oliveira, mãe da menina Isabella Nardoni, encontrou-se nesta quarta-feira (18) pela primeira vez (desde o enterro da filha) com Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Ela foi ouvida pelo juiz Maurício Fossen, no Fórum de Santana, Zona Norte de São Paulo, por 2h15 e não pediu para que o casal fosse retirado da sala de audiência, ficando a alguns metros do pai e da madrasta de Isabella, mas sem trocar olhares com os acusados.
No início do depoimento, Ana Oliveira aparentava nervosismo, mas permaneceu boa parte da audiência serena e tranqüila, segundo informaram assessores de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que acompanharam o depoimento. Alexandre e Anna Jatobá, que estão algemados, cochicharam algumas vezes durante o relato.
A mãe de Isabella respondeu a perguntas da defesa do casal. Pelos advogados, foi questionada sobre as roupas que vestia na noite da morte e se ela teria trocado de roupas ao chegar ao 9º Distrito Policial, após deixar o hospital. Ela também respondeu se seria destra e com base em que afirmou acreditar no envolvimento do casal na morte da criança. Assessora do TJ-SP relatou, sem dar detalhes, que Ana Oliveira disse ter se baseado em algumas coisas que tinham acontecido.
A defesa questionou se ela conheceria alguém chamado Robson e se teria tido um relacionamento com alguém do banco onde trabalha. Os advogados quiseram saber ainda se ela conheceria algum funcionário do 9º DP, que investigou o caso, e como ela se relacionava com a delegada Renata Pontes.
Madrasta
Ao responder a pergunta do promotor Francisco Cembranelli, ela confirmou que a família de Alexandre Nardoni se preocupava em não deixar Isabella sozinha com a madrasta. Ela contou que, quando o pai não estava em casa, a irmã dele, Cristiane Nardoni, costumava dormir no apartamento do casal.
Em outro momento, ao responder a perguntas da assistente de acusação, Cristina Christo, ela voltou a dizer que a mãe de Alexandre parecia ter algum receio de deixar a criança sozinha com Anna Jatobá.
Em depoimento na terça-feira (17), Benícia Maria Fernandes, vizinha da família, relatou a mesma versão ao juiz. Ela falou que a avó paterna expressava preocupação em relação ao fato de deixar Isabella somente com a madrasta. De acordo com relato da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ), que acompanhou a audiência, Benícia afirmou ao juiz ter dito à mãe de Alexandre que Anna Jatobá "é maluca, que qualquer dia joga a menina lá de cima".
Brigas e ciúme
Ela também relembrou ocasião em que Alexandre brigou com um primo dela em uma festa da família por causa de uma brincadeira de que o pai de Isabella não gostou. De acordo com a mãe da menina, isso teria sido contribuído para o fim do relacionamento.
Em outro momento, ela contou que chegou a ir buscar Isabella na casa dos Nardoni no Guarujá, a 87 km de São Paulo, porque teria sido impedida de se comunicar com a filha por telefone. Ana Carolina disse que chegou a acionar a polícia, pelo telefone 190, para que menina lhe fosse entregue. A irmã de Alexandre, Cristiane Nardoni, atendeu então Ana Oliveira, e relatou que Anna Jatobá contou que a mãe de Isabella teria "falado mal" da família de Alexandre.
Ana Oliveira ainda lembrou outra cena de ciúme, que teria sido relatada a ela pela mãe de Alexandre. Ele teria atendido a uma ligação telefônica dela, o que provocou ciúme em Jatobá que teria jogado seu filho sobre a cama e agredido fisicamente o marido
Fonte: GLOBO.COM


GabrielPina
(Explorador Mestre)
07/03/08 04:46 PM
Re: Isabella Nardoni


Tia e madrasta de Isabella se contradizem em depoimentos

O promotor Francisco Cembrabelli apontou durante audiência no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, uma contradição entre os depoimentos à Justiça da tia da menina Isabella, Cristiane Nardoni, e o da madrasta Anna Carolina Jatobá.
Ao ser ouvida durante uma hora pelo juiz Maurício Fossen, do 2o Tribunal do Júri da capital, no final da tarde desta quinta-feira (3), Cristiane afirmou que dormiu apenas uma vez na casa de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá para assistir filmes.
O promotor lembrou que durante o interrogatório em 28 de maio Anna Jatobá havia contado que Cristiane dormiu três ou quatro noites no apartamento do casal para ajudar a cuidar as crianças. O juiz pediu que a informação fosse checada no processo judicial e confirmou a informação. Mesmo em face da declaração, a tia de Isabella manteve a versão de que dormiu apenas uma vez na casa do irmão.
Diferentemente dos depoimentos indicados pela acusação, Cristiane contou que nunca viu o casal brigar. Segundo ela, Alexandre e Anna Jatobá se gostavam muito e a madrasta tratava Isabella como se fosse sua própria filha.
Em depoimento à Justiça, a mãe de Isabella e a avó materna, Rosa Oliveira, afirmou que a família Nardoni evitava deixar a criança sozinha com a madrasta e, por isso, eventualmente, Cristiane dormia no apartamento do casal.

Sem disputas

Ela negou que Anna Jatobá disputasse o colo de Alexandre Nardoni com a criança, conforme relato de uma ex-vizinha da família à Justiça. Também afirmou nunca ter visto o casal repreendendo os filhos.
De acordo com Cristiane, a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira já chegou a ser “áspera” com Aparecida Nardoni, mãe de Alexandre, ao discutir questões relativas à menina.
Ela ainda confirmou que Anna Jatobá perdeu as chaves do apartamento no Edifício London, na Zona Norte. Cristiane relatou que Isabella chorou várias vezes ao ser levada de volta a sua casa, após passar um fim de semana com a família Nardoni. Segundo ela, a mãe de Isabella teria dito: “pára com isso filha. Parece que você está vendo um monstro”.
Fonte:Globo.com


GabrielPina
(Explorador Mestre)
07/05/08 11:04 AM
Re: Isabella Nardoni


Laudo com fotos da reconstituição da morte de Isabella chega à Justiça.

Os peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo entregaram nesta sexta-feira (4) à Justiça o laudo da reconstituição do crime. No laudo, constam as fotos que simulam o espancamento da menina Isabella ainda dentro do carro do pai e da madrasta, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, momentos antes de ser morta.
O laudo sobre a reconstituição do crime tem 57 páginas e 115 fotos sobre o que, segundo o Instituto de Criminalística, aconteceu com a menina Isabella na noite de 29 de março. O documento, assinado por dois peritos, foi entregue nesta sexta no Fórum de Santana, na Zona Norte, onde será analisado pelo promotor Francisco Cembranelli e pelo juiz Maurício Fossen.
Nas fotos da reconstituição, a boneca que representa Isabella aparece sendo agredida dentro do carro pela madrasta. Uma chave foi usada para simular o corte na testa da criança. Os peritos acreditam que o ferimento tenha sido provocado pelo objeto ou por um anel.
Em seguida, o laudo já mostra a simulação da chegada do pai ao apartamento, carregando a menina no colo. Ele teria usado uma fralda para conter o sangue. Em uma das fotos, os peritos indicam as marcas de sangue no assoalho. E o momento em que Alexandre ergueu Isabella e a jogou no chão, provocando lesões na bacia e no pulso. Logo depois, a esganadura que, segundo o laudo, foi feita por Anna Jatobá.
Na reconstituição, Alexandre corta a tela, volta e leva a menina para a janela. Nas fotos, ele aparece sozinho. Mas, na conclusão, os peritos afirmam que ele teve a ajuda de Anna Jatobá para passar a menina pela abertura da tela.

Cronometragem

O laudo mostra também que os peritos cronometraram o tempo que o casal Nardoni levou dentro do prédio desde a chegada à garagem até a hora em que o corpo da menina é encontrado. A cronometragem foi um pedido da delegada que cuidou do caso para confrontar a versão do casal com a análise dos peritos.
O resultado da versão Nardoni mostra que seriam necessários 16 minutos e 56 segundos para o crime, mas os peritos afirmam que entre a chegada e a queda da menina foram 12 minutos e 26 segundos.
Fonte:GLOBO.COM


GabrielPina
(Explorador Mestre)
07/14/08 06:38 PM
Re: Isabella Nardoni

Casal Nardoni entra com pedido de liberdade no STF

A defesa do consultor jurídico Alexandre Nardoni e da mulher dele, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, entrou nesta segunda-feira (14) com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). Nardoni e Anna Carolina são acusados da morte da menina Isabella de Oliveira Nardoni, que foi jogada da janela do Edifício London, na Vila Isolina Mazzei, na Zona Norte de São Paulo, onde mora o casal, em 29 de março.
Alexandre Nardoni e Anna Carolina, pai e madrasta de Isabella, tiveram, liminarmente, pedidos de liberdade negados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e na 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, deverá decidir se concede ou não liminar (decisão provisória) para libertá-los.
Fonte:GLOBO.COM


GabrielPina
(Explorador Mestre)
07/22/08 07:01 AM
Re: Isabella Nardoni


Animação mostra versão da polícia para morte de Isabella Nardoni

Uma animação produzida por uma empresa especializada, a pedido da Polícia Civil, mostra uma versão do que teria acontecido no dia da morte de Isabella Nardoni. A seqüência de fatos mostrada no vídeo é a reunião das informações apuradas durante a investigação do crime e reconstitui o que, para a polícia, ocorreu na noite de 29 de março. O trabalho foi juntado ao processo na sexta-feira (18).
A simulação, obtida com exclusividade pelo Fantástico, traz também fotos da menina e do local do crime. Logo no início, os peritos fazem uma ressalva: "alguns personagens foram omitidos para uma melhor visualização das ações relevantes ao entendimento do caso. Os personagens presentes não possuem características idênticas dos envolvidos, da testemunha e da vítima."
As imagens reproduzem desde a chegada da família à garagem do Edifício London até o momento em que o corpo de Isabella cai no jardim e o morador do primeiro andar chama o socorro.
A pedido do Fantástico, o promotor Francisco Cembranelli, que apresentou a denúncia contra o casal, analisou a animação. “É uma seqüência dos fatos e baseada naquilo que foi obtido até o momento. É a dinâmica da morte de Isabella e dá uma visão bastante panorâmica do que aconteceu”, avalia.
O advogado Marco Polo Levorin, um dos defensores do casal, contestou a animação e o laudo da reconstituição feito pelo Instituto de Criminalística. "É uma perícia que está querendo comprovar uma tese da polícia".
Ele afirma que, ao contrário do que diz vídeo, os peritos não conseguiram concluir de quem é o sangue no carro e descarta o uso da fralda como apontado pela polícia. "Pela exigüidade do material colhido não foi possível se identificar de quem seria esse sangue", alega o defensor do casal.
Levorin diz ainda que o ferimento na testa de Isabella era pequeno demais para deixar tantos vestígios pelo apartamento. “Se eu fosse considerar todo este gotejamento, esta animação derrubaria a própria tese da polícia porque é impossível não se ter uma marca de sangue na camisa do Alexandre."
Ainda segundo a defesa, as fraturas na menina registradas pelo raio X foram provocadas pela queda da janela. Ele diz que as marcas no pescoço também foram provocadas pela queda e não por esganadura. Levorin afirma que outras pessoas subiram na cama e estranha que os peritos não tenham encontrado outros vestígios.
FONTE : GLOBO.COM


GabrielPina
(Explorador Mestre)
07/30/08 09:05 PM
Re: Isabella Nardoni


Vizinho conta a juiz conversa que teve com irmão de Isabella na noite do crime.

O morador do Edifício London Jeferson Friche, que prestou depoimento nesta quarta-feira (30) no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, reproduziu ao juiz Maurício Fossen uma conversa que teve com o irmão de Isabella Nardoni, então com 3 anos, na noite da morte dela. O menino negou ao vizinho, de acordo com depoimento do homem reproduzido pela assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que houvesse um “ladrão” no apartamento.
Friche contou ao juiz do 2º Tribunal do Júri de São Paulo que estava em casa com visitas no dia do crime, 29 de março, quando ouviu gritos. Ele disse ter descido até o térreo, onde viu Isabella Nardoni caída no jardim e o irmão dela sozinho, perto da porta que dá acesso aos elevadores. O vizinho afirmou que o menino chorava, por isso o pegou no colo e se afastou.
O morador perguntou se havia “algum ladrão lá em cima” – em referência ao apartamento da família – e o menino teria dito que “não”. Em seguida, Friche contou ao juiz ter perguntado se ele tinha visto a irmã caindo e a criança teria respondido: “ela queria ver a lua, queria ver a casa”, ainda de acordo com informações da assessoria do TJ-SP. O depoimento do vizinho, que foi convocado pelo juiz após ter sido citado por outra testemunha, durou cerca de dez minutos.

Depoimentos
Terminou às 15h desta quarta-feira (30) o depoimento do primeiro a falar ao juiz, o pedreiro Gabriel Santos Neto, de 46 anos, que voltou a negar que houve arrombamento na obra vizinha ao Edifício London, de onde Isabella Nardoni foi atirada em 29 de março, em São Paulo. Neto depôs no Fórum de Santana, Zona Norte da capital.
Neto contou ao juiz, ao promotor Francisco Cembranelli e aos advogados Ricardo Martins e Marco Polo Levorin que dormia no trabalho durante a semana e só soube do crime (cometido em um sábado) na hora do almoço da segunda-feira. Questionado na época pela polícia, contou que não havia sinais de arrombamento "porque tudo estava no lugar", como ele havia deixado. Segundo a testemunha, o trabalho na obra durou entre 7 e 8 meses.
Somente os advogados de defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella e presos por suspeita de cometer o crime, fizeram perguntas ao pedreiro. A tese da defesa é de que uma terceira pessoa invadiu o imóvel para matar a menina.
Em seguida, foi ouvida pelo juiz Maurício Fossen a enfermeira Christiane de Brito, também testemunha chamada pela defesa. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, ela falou por apenas dez minutos, mas o conteúdo do depoimento dela ainda não havia sido revelado até as 15h30.

STF
Por volta de 13h30, Ricardo Martins, um dos advogados de defesa do casal, chegou ao Fórum de Santana para acompanhar as oitivas. Ele disse ter esperança de que seus clientes terão a liberdade concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão pode sair nos próximos dias.
"Estamos esperançosos e convictos de que o posicionamento do STF deve ser de garantir os princípios constitucionais. Se não existem elementos para mantê-los presos, eles devem ser soltos o quanto antes", afirmou Martins.
Testemunhas
Vizinhos, amigos e parentes do casal foram ouvidos nos dias 2 e 3 de julho. Algumas das testemunhas apontaram que o prédio seria inseguro. As testemunhas de acusação, entre elas a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira e a avó materna, Rosa Maria Cunha de Oliveira, falaram ao juiz nos dias 17 e 18 de junho. A delegada que investigou o crime, Renata Pontes, peritos do IC e vizinhos do casal também já prestaram seus depoimentos.
Alexandre Nardoni e Anna Jatobá foram interrogados no final de maio. O médico-legista George Sanguinetti, contratado pela defesa do casal para fazer um parecer com base nos laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e Instituto de Criminalística (IC), deve prestar depoimento em 7 de agosto por meio de carta precatório, porque mora em Maceió.
Ao final desta etapa dos depoimentos, o processo entra na fase das alegações finais e, depois disso, o juiz Maurício Fossen decide se o arquiva ou determina que o casal vá a júri popular.
Júri popular
O promotor Francisco Cembranelli disse nesta quarta-feira (30) que, diante do conjunto de provas, "tem certeza" de que o casal Nardoni será levado a júri popular. Ele considerou "importante" o relato do vizinho que conversou com o irmão de Isabella Nardoni. A menina morreu no dia 29 de março, após ser atirada do 6º andar do apartamento de seu pai, na Zona Norte de São Paulo.
Essa testemunha foi ouvida pela primeira vez. É um dado importante porque a criança estava no apartamento quando tudo aconteceu", disse o promotor.
Cembranelli ressaltou que "tudo será analisado" porque se trata de informação passada por uma criança e retransmitida pela testemunha Jeferson Friche. O vizinho contou em audiência do 2o. Tribunal do Júri do Fórum de Santana que o menino, então com 3 anos, teria dito não ter ladrão no apartamento da família. Questionado por Friche se ele viu a irmã caindo, o garotinho teria respondido: "ela queria ver a Lua, queria ver a casa".
O processo entra em fase final, restando apenas o testemunho de duas pessoas chamadas pela defesa. Como estão na região Nordeste, o depoimento será por carta precatória em agosto. Ao todo, foram 47 testemunhas ouvidas.
Após os depoimentos dos peritos contratados pela defesa, cada uma das partes - defesa e acusação - terá cinco dias para apresentar as alegações finais. O promotor Francisco Cembranelli afirmou que só precisa de 24 horas para a entrega das alegações. Depois isso, o juiz tem mais dez dias para decidir se o casal vai a júri popular.
Os advogados do casal já informaram que, se o pai e a madrasta de Isabella forem a julgamento, eles recorrerão da decisão.
O promotor considerou "satisfatórios" os três relatos desta quarta. "Nada mudou em relação à acusação que formulei". Ao ser perguntado se o casal iria a júri popular, Cembranelli foi direto: "tenho absoluta certeza".

Fonte:GLOBO.COM
Atualizado em 30/07/2008 - 20h35


GabrielPina
(Explorador Mestre)
08/03/08 06:07 PM
Re: Isabella Nardoni


STF: Ellen Gracie é relatora de habeas do casal Nardoni

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie analisará o pedido de liberdade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella, de 5 anos. O pedido de habeas corpus chegou ao gabinete da ministra nesta sexta-feira (1º), quando o STF definiu que ela decidirá sobre a liminar (decisão provisória).
O presidente do STF, Gilmar Mendes, havia pedido ao 2º Tribunal do Júri de São Paulo o envio de informações adicionais para que o habeas corpus fosse julgado. As informações chegaram ao STF na quinta-feira (31).
A ministra Ellen Gracie foi designada como relatora do pedido de habeas-corpus impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni. Os dois estão presos em Tremembé, no interior de São Paulo, sob acusação de ter matado a menina no fim de março.
A assessoria do STF não tem previsão de quando o habeas será apreciado pela ministra.
Fonte:GLOBO.COM


GabrielPina
(Explorador Mestre)
09/09/08 12:13 PM
Re: Isabella Nardoni



STJ nega mais um pedido de liberdade do casal Nardoni

É o segundo habeas corpus que o STJ nega a Alexandre e Anna Carolina.
Casal é acusado pela morte de Isabella Nardoni.

Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta terça-feira (9), mais um pedido de liberdade ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Eles são acusados pela morte da menina Isa