GabrielPina
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 Laudo com fotos da reconstituição da morte de Isabella chega à Justiça.
Os peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo entregaram nesta sexta-feira (4) à Justiça o laudo da reconstituição do crime. No laudo, constam as fotos que simulam o espancamento da menina Isabella ainda dentro do carro do pai e da madrasta, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, momentos antes de ser morta. O laudo sobre a reconstituição do crime tem 57 páginas e 115 fotos sobre o que, segundo o Instituto de Criminalística, aconteceu com a menina Isabella na noite de 29 de março. O documento, assinado por dois peritos, foi entregue nesta sexta no Fórum de Santana, na Zona Norte, onde será analisado pelo promotor Francisco Cembranelli e pelo juiz Maurício Fossen. Nas fotos da reconstituição, a boneca que representa Isabella aparece sendo agredida dentro do carro pela madrasta. Uma chave foi usada para simular o corte na testa da criança. Os peritos acreditam que o ferimento tenha sido provocado pelo objeto ou por um anel. Em seguida, o laudo já mostra a simulação da chegada do pai ao apartamento, carregando a menina no colo. Ele teria usado uma fralda para conter o sangue. Em uma das fotos, os peritos indicam as marcas de sangue no assoalho. E o momento em que Alexandre ergueu Isabella e a jogou no chão, provocando lesões na bacia e no pulso. Logo depois, a esganadura que, segundo o laudo, foi feita por Anna Jatobá. Na reconstituição, Alexandre corta a tela, volta e leva a menina para a janela. Nas fotos, ele aparece sozinho. Mas, na conclusão, os peritos afirmam que ele teve a ajuda de Anna Jatobá para passar a menina pela abertura da tela.
Cronometragem
O laudo mostra também que os peritos cronometraram o tempo que o casal Nardoni levou dentro do prédio desde a chegada à garagem até a hora em que o corpo da menina é encontrado. A cronometragem foi um pedido da delegada que cuidou do caso para confrontar a versão do casal com a análise dos peritos. O resultado da versão Nardoni mostra que seriam necessários 16 minutos e 56 segundos para o crime, mas os peritos afirmam que entre a chegada e a queda da menina foram 12 minutos e 26 segundos. Fonte:GLOBO.COM
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Edited by GabrielPina (07/05/08 11:11 AM)
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Casal Nardoni entra com pedido de liberdade no STF
 A defesa do consultor jurídico Alexandre Nardoni e da mulher dele, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, entrou nesta segunda-feira (14) com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). Nardoni e Anna Carolina são acusados da morte da menina Isabella de Oliveira Nardoni, que foi jogada da janela do Edifício London, na Vila Isolina Mazzei, na Zona Norte de São Paulo, onde mora o casal, em 29 de março. Alexandre Nardoni e Anna Carolina, pai e madrasta de Isabella, tiveram, liminarmente, pedidos de liberdade negados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e na 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, deverá decidir se concede ou não liminar (decisão provisória) para libertá-los. Fonte:GLOBO.COM
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GabrielPina
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 Animação mostra versão da polícia para morte de Isabella Nardoni
Uma animação produzida por uma empresa especializada, a pedido da Polícia Civil, mostra uma versão do que teria acontecido no dia da morte de Isabella Nardoni. A seqüência de fatos mostrada no vídeo é a reunião das informações apuradas durante a investigação do crime e reconstitui o que, para a polícia, ocorreu na noite de 29 de março. O trabalho foi juntado ao processo na sexta-feira (18). A simulação, obtida com exclusividade pelo Fantástico, traz também fotos da menina e do local do crime. Logo no início, os peritos fazem uma ressalva: "alguns personagens foram omitidos para uma melhor visualização das ações relevantes ao entendimento do caso. Os personagens presentes não possuem características idênticas dos envolvidos, da testemunha e da vítima." As imagens reproduzem desde a chegada da família à garagem do Edifício London até o momento em que o corpo de Isabella cai no jardim e o morador do primeiro andar chama o socorro. A pedido do Fantástico, o promotor Francisco Cembranelli, que apresentou a denúncia contra o casal, analisou a animação. “É uma seqüência dos fatos e baseada naquilo que foi obtido até o momento. É a dinâmica da morte de Isabella e dá uma visão bastante panorâmica do que aconteceu”, avalia. O advogado Marco Polo Levorin, um dos defensores do casal, contestou a animação e o laudo da reconstituição feito pelo Instituto de Criminalística. "É uma perícia que está querendo comprovar uma tese da polícia". Ele afirma que, ao contrário do que diz vídeo, os peritos não conseguiram concluir de quem é o sangue no carro e descarta o uso da fralda como apontado pela polícia. "Pela exigüidade do material colhido não foi possível se identificar de quem seria esse sangue", alega o defensor do casal. Levorin diz ainda que o ferimento na testa de Isabella era pequeno demais para deixar tantos vestígios pelo apartamento. “Se eu fosse considerar todo este gotejamento, esta animação derrubaria a própria tese da polícia porque é impossível não se ter uma marca de sangue na camisa do Alexandre." Ainda segundo a defesa, as fraturas na menina registradas pelo raio X foram provocadas pela queda da janela. Ele diz que as marcas no pescoço também foram provocadas pela queda e não por esganadura. Levorin afirma que outras pessoas subiram na cama e estranha que os peritos não tenham encontrado outros vestígios. FONTE : GLOBO.COM
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Edited by GabrielPina (07/22/08 07:06 AM)
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 Vizinho conta a juiz conversa que teve com irmão de Isabella na noite do crime.
O morador do Edifício London Jeferson Friche, que prestou depoimento nesta quarta-feira (30) no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, reproduziu ao juiz Maurício Fossen uma conversa que teve com o irmão de Isabella Nardoni, então com 3 anos, na noite da morte dela. O menino negou ao vizinho, de acordo com depoimento do homem reproduzido pela assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que houvesse um “ladrão” no apartamento. Friche contou ao juiz do 2º Tribunal do Júri de São Paulo que estava em casa com visitas no dia do crime, 29 de março, quando ouviu gritos. Ele disse ter descido até o térreo, onde viu Isabella Nardoni caída no jardim e o irmão dela sozinho, perto da porta que dá acesso aos elevadores. O vizinho afirmou que o menino chorava, por isso o pegou no colo e se afastou. O morador perguntou se havia “algum ladrão lá em cima” – em referência ao apartamento da família – e o menino teria dito que “não”. Em seguida, Friche contou ao juiz ter perguntado se ele tinha visto a irmã caindo e a criança teria respondido: “ela queria ver a lua, queria ver a casa”, ainda de acordo com informações da assessoria do TJ-SP. O depoimento do vizinho, que foi convocado pelo juiz após ter sido citado por outra testemunha, durou cerca de dez minutos.
Depoimentos Terminou às 15h desta quarta-feira (30) o depoimento do primeiro a falar ao juiz, o pedreiro Gabriel Santos Neto, de 46 anos, que voltou a negar que houve arrombamento na obra vizinha ao Edifício London, de onde Isabella Nardoni foi atirada em 29 de março, em São Paulo. Neto depôs no Fórum de Santana, Zona Norte da capital. Neto contou ao juiz, ao promotor Francisco Cembranelli e aos advogados Ricardo Martins e Marco Polo Levorin que dormia no trabalho durante a semana e só soube do crime (cometido em um sábado) na hora do almoço da segunda-feira. Questionado na época pela polícia, contou que não havia sinais de arrombamento "porque tudo estava no lugar", como ele havia deixado. Segundo a testemunha, o trabalho na obra durou entre 7 e 8 meses. Somente os advogados de defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella e presos por suspeita de cometer o crime, fizeram perguntas ao pedreiro. A tese da defesa é de que uma terceira pessoa invadiu o imóvel para matar a menina. Em seguida, foi ouvida pelo juiz Maurício Fossen a enfermeira Christiane de Brito, também testemunha chamada pela defesa. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, ela falou por apenas dez minutos, mas o conteúdo do depoimento dela ainda não havia sido revelado até as 15h30.
STF Por volta de 13h30, Ricardo Martins, um dos advogados de defesa do casal, chegou ao Fórum de Santana para acompanhar as oitivas. Ele disse ter esperança de que seus clientes terão a liberdade concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão pode sair nos próximos dias. "Estamos esperançosos e convictos de que o posicionamento do STF deve ser de garantir os princípios constitucionais. Se não existem elementos para mantê-los presos, eles devem ser soltos o quanto antes", afirmou Martins. Testemunhas Vizinhos, amigos e parentes do casal foram ouvidos nos dias 2 e 3 de julho. Algumas das testemunhas apontaram que o prédio seria inseguro. As testemunhas de acusação, entre elas a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira e a avó materna, Rosa Maria Cunha de Oliveira, falaram ao juiz nos dias 17 e 18 de junho. A delegada que investigou o crime, Renata Pontes, peritos do IC e vizinhos do casal também já prestaram seus depoimentos. Alexandre Nardoni e Anna Jatobá foram interrogados no final de maio. O médico-legista George Sanguinetti, contratado pela defesa do casal para fazer um parecer com base nos laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e Instituto de Criminalística (IC), deve prestar depoimento em 7 de agosto por meio de carta precatório, porque mora em Maceió. Ao final desta etapa dos depoimentos, o processo entra na fase das alegações finais e, depois disso, o juiz Maurício Fossen decide se o arquiva ou determina que o casal vá a júri popular. Júri popular O promotor Francisco Cembranelli disse nesta quarta-feira (30) que, diante do conjunto de provas, "tem certeza" de que o casal Nardoni será levado a júri popular. Ele considerou "importante" o relato do vizinho que conversou com o irmão de Isabella Nardoni. A menina morreu no dia 29 de março, após ser atirada do 6º andar do apartamento de seu pai, na Zona Norte de São Paulo. Essa testemunha foi ouvida pela primeira vez. É um dado importante porque a criança estava no apartamento quando tudo aconteceu", disse o promotor. Cembranelli ressaltou que "tudo será analisado" porque se trata de informação passada por uma criança e retransmitida pela testemunha Jeferson Friche. O vizinho contou em audiência do 2o. Tribunal do Júri do Fórum de Santana que o menino, então com 3 anos, teria dito não ter ladrão no apartamento da família. Questionado por Friche se ele viu a irmã caindo, o garotinho teria respondido: "ela queria ver a Lua, queria ver a casa". O processo entra em fase final, restando apenas o testemunho de duas pessoas chamadas pela defesa. Como estão na região Nordeste, o depoimento será por carta precatória em agosto. Ao todo, foram 47 testemunhas ouvidas. Após os depoimentos dos peritos contratados pela defesa, cada uma das partes - defesa e acusação - terá cinco dias para apresentar as alegações finais. O promotor Francisco Cembranelli afirmou que só precisa de 24 horas para a entrega das alegações. Depois isso, o juiz tem mais dez dias para decidir se o casal vai a júri popular. Os advogados do casal já informaram que, se o pai e a madrasta de Isabella forem a julgamento, eles recorrerão da decisão. O promotor considerou "satisfatórios" os três relatos desta quarta. "Nada mudou em relação à acusação que formulei". Ao ser perguntado se o casal iria a júri popular, Cembranelli foi direto: "tenho absoluta certeza". Fonte:GLOBO.COM Atualizado em 30/07/2008 - 20h35
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Edited by GabrielPina (07/30/08 09:49 PM)
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 STF: Ellen Gracie é relatora de habeas do casal Nardoni
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie analisará o pedido de liberdade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella, de 5 anos. O pedido de habeas corpus chegou ao gabinete da ministra nesta sexta-feira (1º), quando o STF definiu que ela decidirá sobre a liminar (decisão provisória). O presidente do STF, Gilmar Mendes, havia pedido ao 2º Tribunal do Júri de São Paulo o envio de informações adicionais para que o habeas corpus fosse julgado. As informações chegaram ao STF na quinta-feira (31). A ministra Ellen Gracie foi designada como relatora do pedido de habeas-corpus impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni. Os dois estão presos em Tremembé, no interior de São Paulo, sob acusação de ter matado a menina no fim de março. A assessoria do STF não tem previsão de quando o habeas será apreciado pela ministra. Fonte:GLOBO.COM
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GabrielPina
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STJ nega mais um pedido de liberdade do casal Nardoni
É o segundo habeas corpus que o STJ nega a Alexandre e Anna Carolina. Casal é acusado pela morte de Isabella Nardoni.
Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta terça-feira (9), mais um pedido de liberdade ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Eles são acusados pela morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, jogada pela janela de um apartamento em São Paulo, em março deste ano. Em junho, o relator do habeas corpus, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, já havia negado em caráter liminar o pedido dos advogados do casal Nardoni. Nesta terça, os demais magistrados da 5ª Turma do STJ seguiram o voto do relator na análise definitiva do habeas corpus. Napoleão Filho defendeu que a concessão de liberdade só é cabível em casos de extrema excepcionalidade, como abuso de poder ou ilegalidade no ato de prisão, o que, segundo ele, não foi o caso. A defesa do casal tentava reverter a decisão de primeira instância, que decretou a prisão preventiva. Além de contestarem o laudo pericial e a investigação policial, os advogados de Alexandre e Anna Carolina – pai e madrasta de Isabella –, na tentativa de obter a liberdade do casal, alegaram que ambos são réus primários, possuem residência fixa, têm família constituída, vínculo profissional e se apresentaram à polícia de forma espontânea. Os argumentos, no entanto, não sensibilizaram os ministros da 5ª Turma do STJ. Este é o segundo habeas corpus impetrado pela defesa do casal no STJ. O primeiro foi arquivado em maio. Já o Supremo Tribunal Federal (STF) negou quatro pedidos de liberdade dos Nardoni, sendo o último deles no último dia 2. Isabella Nardoni morreu na noite do dia 29 de março, após ser jogada da janela do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo, onde moravam Alexandre e Anna Carolina – atualmente presos em Tremembé (SP). O promotor Francisco Cembranelli apresentou denúncia à Justiça em maio, acusando o casal pelo crime de homicídio doloso triplamente qualificado e também por fraude processual (alteração da cena do crime). Segundo a versão da polícia, Isabella teria sido agredida no carro de Alexandre, antes de chegar ao apartamento. Convocada pela Promotoria, uma perita criminal confirmou, em depoimento na Justiça, que o sangue encontrado no automóvel era de Isabella. A defesa do casal nega a versão e sustenta que pai e madrasta não têm qualquer envolvimento com o crime. Atualizado em 09/09/08 - 15h10 FONTE:globo.com
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Justiça ouve perita contratada pelos Nardoni
 A perita Delma Gama, contratada pela defesa do pai e da madrasta de Isabella Nardoni, foi finalmente ouvida no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, depois de adiar duas vezes a audiência, alegando motivos de saúde. A audiência começou pela manhã, mas a perita desmaiou dentro do Fórum. A sessão foi transferida para a tarde. Delma Gama alegou dores na garganta e no peito para faltar à primeira audiência e, na segunda ocasião, afirmou que se recuperava de uma cirurgia estética. Oficiais de Justiça e policiais chegaram a comparecer na casa da perita para uma perícia médica. Após constatar que ela tinha condições de ir à audiência, a perita e o filho saíram em disparada de carro do local, colidindo em duas viaturas. Delma alegou à polícia que não fugiu e que precisou ver um médico com urgência, por causa de um curativo. Último depoimento
 O depoimento dela é o último dentre os mais de 40 que ocorreram ao longo dessa fase do processo no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Só depois do depoimento de Delma é que o juiz Maurício Fossen pode fazer a pronúncia do casal, momento em que Nardoni e Anna Carolina serão avisados de que irão a juri popular. A Justiça determinou que ela seja ouvida em Salvador porque Delma não mora em São Paulo. O promotor responsável pelo caso, Francisco Cembranelli, que foi para Salvador acompanhar o interrogatório da perita, desabafou. “O tempo que demoramos para ouvir 48 testemunhas foi inferior ao tempo que estamos levando para ouvir esta testemunha. Então, este processo já deveria estar na fase final objetivando apresentar uma resposta rápida à sociedade brasileira”.
 Isabella Nardoni foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício. No dia 18 de abril, Alexandre e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso, triplamente qualificado. No dia 6 de maio, o promotor Francisco Cembranelli denunciou e pediu a prisão preventiva do casal, aceita pela Justiça. Fonte: JB Online
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Edited by GabrielPina (09/13/08 06:16 PM)
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GabrielPina
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Juiz dá a casal Nardoni chance de prestar novo depoimento
O juiz Maurício Fossen, do Tribunal do Júri de São Paulo, concluiu a fase de oitiva de testemunhas de defesa e acusação ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados pela morte da menina Isabella Nardoni, 5, assassinada em março deste ano. No entanto, o magistrado abriu a possibilidade de o casal ser interrogado novamente. De acordo com o despacho do juiz, os advogados de defesa do casal Nardoni tem três dias, a partir da publicação do despacho no "Diário Oficial" do Estado, para manifestar o interesse de o casal ser ouvido novamente. "...com toda certeza, iria implicar em mais alguma demora na conclusão desta fase de instrução, ainda mais porque os réus já tiveram oportunidade de descrever, de forma bastante extensa e detalhada, suas versões a respeito dos fatos, quando de seus interrogatórios já realizados nestes autos", afirmou o juiz no despacho. Caso a defesa não se manifeste no prazo, Fossen dará por concluída a fase e dará seguimento no processo. A possibilidade de o casal ser ouvido novamente acontece devido a mudança da lei 11.689 de 2008, que deu nova redação ao artigo 411 do Código de Processo Penal. "...o fato é que têm surgido interpretações a respeito do tema que entendem que a realização dos interrogatórios dos réus ao final da instrução constituiria um direito material assegurado as estes pelo novo ordenamento jurídico em vigor lei e não apenas uma norma de natureza estritamente processual e como ainda é muito cedo para se saber em relação a qual destas posições a jurisprudência irá se firmar no futuro, entende por bem este magistrado --a fim de evitar alegações futuras de nulidade que implicariam e tornar prejudicado todo o trabalho porventura já realizado-- reconhecer tal direito aos réus", disse o magistrado. Fonte : Folha Online (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano)
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GabrielPina
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Defesa dos Nardoni tenta derrubar proibição de juiz para que casal veja filhos
 
Os advogados de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá já estão tentando derrubar uma decisão do juiz Daniel Issler, da Vara da Infância e Juventude de Guarulhos, que proibiu que o casal receba a visita dos filhos Pietro, de 3 anos, e Cauã, de 1 ano, em penitenciárias de Tremembé, cidade 140 quilômetros da capital. Como o processo corre em segredo de Justiça, os advogados não revelaram a qual instância recorreram. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a proibição foi tomada para resguardar os direitos e o bem estar dos dois meninos. Para a defesa dos Nardoni, a decisão é arbitrária e prejudica o desenvolvimento das duas crianças. O casal é acusado de matar a menina Isabella, filha de Alexandre, em 29 de março deste ano e está preso há cinco meses. - Proibir o casal de receber a visita dos filhos é uma conseqüência ruim para a formação das crianças. Não se pode separar pais e filhos. É uma decisão equivocada. Estamos tentando derrubar - diz Marco Polo Levorin, advogado do casal. Advogados explicam que há duas possibilidades para que a Justiça proíba os pais de receberem a visita dos filhos menores na cadeia. Isso pode acontecer se não há um local adequado na cadeia para receber as crianças ou se os pais representam algum tipo de perigo para os filhos. A advogada Lia Justiniano dos Santos, da Comissão de Mediação e Arbritragem da OAB-SP, diz que quando os pais representam risco aos filhos, a proibição pode acontecer. Segundo ela, o pai que abusou sexualmente do filho, por exemplo, só pode receber a visita da criança acompanhado por uma autoridade policial e por psicólogos. Para o presidente da Comissão de Direito Civil da OAB-SP, Wladimir Nóbrega de Almeida, a decisão da Justiça de proibir a visita dos filhos ao casal foi prematura. Segundo o advogado, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá ainda não foram julgados e condenados. Ele diz que a decisão do juiz Daniel Issler "parece um pouco exagerada" e as crianças podem sofrer com a separação. O advogado explica que o casal não perdeu o 'pátrio poder' sobre as crianças, ainda que esteja preso acusado de um crime. O advogado Wladimir Nobrega não vê motivo de se criar barreiras para a visita. - Salvo se houver risco para as crianças, eles poderiam receber a visita dos garotos. O direito não pode ser tirado pelo simples fato de eles estarem sendo processados. O clamor da sociedade sobre o caso é notório, mas o juiz tem que ter frieza para decidir - afirma.
Alexandre e Anna Carolina
Anna Carolina e Alexandre Nardoni só têm autorização para receber visitas de parentes de primeiro grau na penitenciária. Por decisão judicial, os familiares de Alexandre não podem visitar Anna Carolina e os familiares de Anna Carolina não podem visitar Alexandre. Mas depois das visitas, as duas famílias costumam trocar informações sobre o estado de saúde do casal. O avô de Isabella, Antônio Nardoni, que contou em entrevista exclusiva ao Globo que a Justiça proibiu a visita dos filhos ao casal, diz que Pietro e Cauã costumam perguntar dos pais. Mas a resposta é sempre a mesma: estão viajando. Segundo o avô, Pietro, o mais velho, reclama que a viagem está demorando muito e que não vê a hora deles voltarem para casa. O garoto está freqüentando uma escolhinha, mas não o seu sobrenome é mantido em sigilo para evitar aborrecimentos. Rogério Neres, outro advogado da família, diz que não é comum a Justiça impedir os pais presos de verem os filhos. Segundo ele, Pietro e Cauã têm acompanhamento de dois psicólogos, um contratado pela família e outro do Conselho Tutelar, e não há motivo para a proibição do juiz de Guarulhos. Ele diz que a medida pune ainda mais o casal. O avô de Isabella, que visita todas as semanas o filho na cadeia, afirma que Alexandre chora muito e sente falta da filha morta e dos dois filhos. Seis meses depois de ver a neta de 5 anos morta, Antonio Nardoni não tem esperança de ver o filho e a nora absolvidos da acusação de terem esganado e atirado a menina do 6º andar do apartamento onde moravam, na Vila Mazzei, em São Paulo. Para Nardoni, que é advogado, o pai e a madrasta de Isabella serão condenados em 10 minutos se forem a júri popular rapidamente, como quer o promotor Francisco Cembranelli. - Os dois foram colocados como monstros e os jurados nem vão querer ouvir as provas a favor do casal. Em 10 minutos eles terão o veredicto. Serão julgados e condenados à pena máxima, de 40 ou 50 anos - diz Nardoni, que se colocou desde o primeiro momento ao lado do filho para inocentá-lo. FONTE:GLOBO.COM
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